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Publicada em Qui, 01/08/2013

Entrevista - A oração que transforma

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Já disseram que “orar faz atingir o invisível, lapida nossa fé, esculpe nosso caráter, modela nossa existência. Orar não muda o que Deus está fazendo, mas muda, sim, quem ora!”. É nesta verdade que acredita Sisera Oliveira, nascida em um lar cristão, filha de pastor e neta de um avô que ela considera um pioneiro do Evangelho, sempre implantando igrejas por onde passava.

Já disseram que “orar faz atingir o invisível, lapida nossa fé, esculpe nosso caráter, modela nossa existência. Orar não muda o que Deus está fazendo, mas muda, sim, quem ora!”. É nesta verdade que acredita Sisera Oliveira, nascida em um lar cristão, filha de pastor e neta de um avô que ela considera um pioneiro do Evangelho, sempre implantando igrejas por onde passava.

Atualmente, Sisera é coordenadora do Ministério Desperta Débora no Estado de São Paulo, que reúne mães (biológicas, adotivas e espirituais) intercessoras por todo o Brasil e pelo mundo. O movimento interdenominacional de origem brasileira é baseado no testemunho do poder da oração narrado no livro de Juízes 4:4-6, quando Débora, juíza e profetiza em Israel, orou e intercedeu pelo seu povo.

Como coordenadora estadual, trabalha com aproximadamente 350 coordenadoras que atuam em suas igrejas e cidades. Sisera se envolveu com o ministério por meio do livro “Todo filho precisa de uma mãe que ora” e também por uma dessas “necessidades de mãe”. Em um momento em que não sabia mais como agir, se cadastrou para ser uma Débora.

Aqui, você vai conhecer um pouco mais da trajetória dessa mulher de fé e seu envolvimento neste importante ministério.

Exibir Gospel - Como surgiu a ideia de fundar o ministério?

Sisera Oliveira - O Desperta Débora nasceu no coração de Deus, que tocou o pastor Jeremias Pereira da Silva por ocasião da Consulta Global sobre Evangelização Mundial, em maio de 1995, em Seul, na Coreia. Um dos pontos altos desse encontro foi a consagração dos primeiros 100.000 jovens para a obra missionária. Durante a consagração foi feita uma menção de gratidão às mães que oraram para que esse movimento se tornasse realidade. Esse fato fez nascer no coração do pastor Jeremias e do pastor Marcelo Gualberto, que também estava na Coreia, o sonho de ver acontecer algo semelhante em nosso País.

Assim, esses dois pastores lançaram um desafio para que as mães brasileiras começassem a orar intensamente por um despertamento missionário no Brasil. A esposa do pastor Jeremias, Ana Maria Pereira (in memoriam), foi convidada a unir-se a eles e, assim, os três iniciaram o movimento de oração, pois não há despertamento missionário sem oração e ninguém ora pelos filhos como as mães. O nome Desperta Débora veio da leitura de Juízes 5: 7-12. Débora foi uma juíza que se levantou como mãe para defender Israel, sua nação. Neste texto, ela desafia a si mesma dizendo: “Desperta, Débora. Desperta, acorda!”

EG - Quando foi oficialmente lançando o movimento e qual foi a primeira ação?

Sisera - Assim que chegaram de Seul, em 1995, as primeiras decisões foram tomadas: desafiaram as mães a assumirem formalmente um compromisso de oração por meio do preenchimento de uma ficha; decidiram que a Mocidade para Cristo do Brasil (MPC) seria a responsável pelo projeto, uma vez que era uma organização intereclesiástica e tinha livre trânsito entre as denominações; definiram, aleatoriamente, que o tempo desse compromisso diário de oração seria de 15 minutos; estipularam um alvo de 25 mil mães compromissadas; e, por último, reforçaram o objetivo de alcançar e despertar a juventude para a obra missionária.

EG - Como se deu o processo de crescimento do trabalho? Havia desde o começo a proposta de ser um movimento de alcance nacional?

Sisera - Ao estabelecer o alvo de 25 mil mães intercessoras, a liderança do Desperta Débora não tinha ideia do que este número iria significar. Também não tinha claro como seria a aceitação do desafio por parte das mães e liderança evangélica. O fato é que ela foi apanhada de surpresa com o crescimento enorme e abençoador do movimento em pouquíssimo tempo. Parece até que as mães brasileiras só estavam esperando uma “santa convocação” que as fizessem se engajar de vez na batalha intercessória em favor de seus filhos e da juventude do País.

EG - Por que a opção por um ministério interdenominacional?

Sisera - Os fundadores do Desperta Débora são pastores presbiterianos, porém o ministério é interdenominacional, porque o que une as mães ao orarem é a fé em Jesus Cristo, o único e suficiente Salvador. Juntas, independente da denominação à qual pertencem, tem um mesmo objetivo: orar por seus filhos - biológicos, adotivos ou espirituais - e pela juventude brasileira, para que sejam jovens comprometidos com o Senhor Jesus e fiéis à Palavra de Deus.

EG - Qual é a estrutura do Desperta Débora hoje?

Sisera - A Mocidade para Cristo permanece no comando geral com o pastor Marcelo Gualberto como diretor nacional executivo. Abaixo dele, está a coordenadora nacional do Desperta Débora, Maria Luiza Targino, a Nina. Aos dois se reportam as coordenadorias das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Tocantins, Sudeste e Sul. E cada uma dessas coordenadorias tem as coordenadoras de Estados, coordenadoras de Cidades, coordenadoras de Igrejas e Grupos Locais e as Déboras. Uma ampla e bem organizada estrutura, que tem permitido ao trabalho crescer de forma sustentável.

EG - Quantas pessoas estão envolvidas neste ministério?

Sisera - Sabemos que o Espírito Santo tem soprado, mas não sabemos de onde vem o vento nem para onde ele vai. Assim é o Desperta Débora. Na medida do possível nos organizamos e, hoje, somos mais de 100.000 mães cadastradas em todo o País. Sem planejamento estratégico algum, mas tão somente pelo sopro de Deus, o Desperta Débora alargou fronteiras e atualmente se encontra em mais de 40 países do mundo. A Nina sempre diz: “quando o tambor é tocado, não sabemos até onde chegará o som. Só sabemos que o tambor tem sido tocado”, ou seja, o alcance desse ministério é imensurável e está em constante movimento.

EG - Quais os principais resultados obtidos em todo este tempo de ministério?

Sisera - Já disseram que “orar faz atingir o invisível, lapida nossa fé, esculpe nosso caráter, modela nossa existência. Orar não muda o que Deus está fazendo, mas muda, sim, quem ora!”. E este ministério nos permite testemunhar milhares de milagres. Filhos são libertos, curados e espantosamente restaurados. Mas é o fato de estarem diariamente diante do Senhor que tudo pode, que tem transformado a cada uma destas mães.

EG - Como você se envolveu com o ministério?

Sisera - Pessoalmente, conheci o Desperta Débora através do livro “Todo filho precisa de uma mãe que ora” e também em uma dessas “necessidades de mãe”. Sabe aquele momento em que você percebe que não tem mais domínio? Falo isso porque nós, mães, achamos que temos o controle. É claro que o tempo nos esclarece isso. E daí, o que fazer? Como agir? Foi nesse momento que me cadastrei para ser uma Débora. Depois de dois anos orando sozinha, como Débora, o pastor de minha igreja me convidou para iniciar um grupo em noissa igreja igreja – a Assembléia de Deus Ministério Belém, em Pindamonhangaba. Depois, me incentivou a começar na cidade e, após cinco anos, fui convidada pela coordenação nacional e regional a assumir a coordenação do Estado de São Paulo.

EG - Qual é a sua visão sobre a importância deste ministério?

Sisera - Esse ministério é uma missão para que o corpo de Cristo seja abençoado. Cada parte do corpo tem uma função e dentro desta proposta, deixada por Jesus, peço a Ele que minha visão seja a de Reino. Esse é o verdadeiro sentido do Evangelho de Cristo. Com facilidade vemos a necessidade dos nossos jovens. Como precisam de nossas orações! E é esta a visão do ministério. Então, por chamado e por convicção, somo a Ele com alegria.

EG - O movimento acredita que a oração da mãe pode prevalecer sobre o livre arbítrio do filho, que resiste à mudança?

Sisera - De maneira alguma! Confiamos nas promessas de Deus e acreditamos piamente que a última palavra é do Senhor. Ele é soberano e não se contradiz em sua Palavra. Não acreditamos que a nossa oração mude alguém, além de nós mesmas. Também sabemos que a vontade soberana de Deus não muda. Oramos para que nós, mães, entendamos esta vontade. Oramos para buscar a presença de Deus, que nos molda conforme o seu querer. Em relação aos filhos, oramos para que Deus lhes abra os olhos e para que eles vejam o propósito de Deus para eles também. Gosto de pensar na frase de C.S.Lewis, quando lhe perguntaram se ele orava para mudar a vontade de Deus e ele disse: “Não oro para que Deus faça a minha vontade, mas para que me adeque à vontade dele”. Oramos para que Deus se revele aos nossos filhos, como se revelou a nós.

EG - E os casos em que não há sucesso (por exemplo, o filho envolvido em drogas ou crime que é assassinado), o que o movimento diz a essas mães?

Sisera - A ideia humana de sucesso não é uma ideia cristã. A última promessa de salvação que Jesus fez em vida, foi a um dos criminosos que estavam ao lado dele para  morrer na cruz. Aos olhos do mundo aquele homem morreu como um fracassado. Mas houve a promessa de “sucesso” cristão para ele. Para nós, o sucesso é ver nossos filhos com a promessa de salvação eterna. Todos nós sabemos que, em alguns momentos, palavras não mudam destinos, sentimentos ou situações. Então, fazemos simplesmente aquilo que é nosso dever como cristãs: oramos. E oramos com mães que estão enfrentando estas crises, choramos com elas e, juntas, trazemos à nossa memória aquilo que nos traz esperança. Não trabalhamos com estatísticas e resultados, mas trabalhamos com vidas nas mãos de um Deus glorioso, que transforma água em vinho, cura o corpo e a alma, que perdoa os pecados e que nos dá vida, e vida eterna.

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