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Missões
Publicada em Ter, 24/09/2013

Missões: uma missão de Deus

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Existem aqueles que são chamados para a obra, mas todos os cristãos devem levar o Evangelho a toda a criatura.

“Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura”. A passagem de Marcos no capítulo 16, versículo 15, deixa bem clara a Missão de Deus, que é a de que a Palavra de Deus chegue a todas as pessoas e elas tenham a oportunidade de conhecer a Verdade e de se converter.

E, para que essa Missão se cumpra, Deus usa a sua Igreja. Aliás, a Igreja existe para isso, é a sua essência: cumprir os mandamentos e, como resultado dessa obediência, produzir frutos. Neste aspecto, Missões é uma das consequências da Missão de Deus, uma ação que reflete o cumprimento da vontade divina, tendo a Igreja como agente de Deus na história.

Missões é uma ação dessa Missão, resume o pastor Oswaldo Prado, diretor-executivo da Sepal (Servindo Pastores e Líderes). “A Missão de Deus não depende de nós ou da Igreja, mas de Deus, que é o dono da Missão e nos capacita a cumprir essa meta”, explica. E quando ouvimos o termo “Missões” já imaginamos obreiros do Senhor em países longínquos, se adaptando a um estilo de vida totalmente diferente do nosso e muitas vezes correndo risco de vida, mas o “Ide e pregai o Evangelho...” é para todos os cristãos.

“Há diferentes maneiras de cumprirmos este mandamento. Falar do amor de Deus para o nosso vizinho também é uma forma de realizar Missões”, enfatiza Marco Cruz, secretário-geral da Missão Portas Abertas
Brasil. “Temos o hábito de compartimentar as coisas, mas o evangelismo é para todos”, acrescenta Prado.

Estas “separações”, no entanto, não invalidam o chamado específico de Deus para alguns. O diretor-executivo da Sepal lembra que Deus sempre levantou pessoas no decorrer da história para cumprir seus objetivos: “Fica claro que há um chamado direcionado, quando você vê que a pessoa não faria aquilo se não fosse por uma intervenção divina.”

E estes chamados ocorrem até os dias de hoje. Os missionários, que abrem mão de suas vidas para se dedicarem à causa, são um exemplo dessa ação de Deus em prol de Sua Missão. Eles são chamados e devem ser capacitados para que se cumpra a Palavra: “E este Evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes e então virá o fim” (Mateus 24:14).

E isso mostra o quanto Missões é importante, principalmente no “chamado transcultural”, pois a Palavra tem de ser anunciada a todos os povos. Sem esta ação a Palavra de Deus não se cumprirá, por isso Ele convoca, capacita, vocaciona, dá forças e sabedoria. “E depois disto designou o Senhor ainda outros setenta, e mandou-os adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir” (Lucas 10:1).

De acordo com Oswaldo Prado, os missionários devem ser preparados antes de serem enviados ao campo. E quanto maior for a transculturalidade mais densa deve ser a capacitação. “O amadurecimento do missionário ocorre durante a formação. Não podemos, por exemplo, enviar uma pessoa recém-formada para um país fechado, ele tem de vivenciar outras experiências e ganhar bagagem primeiro para poder enfrentar os desafios nestes locais onde a pregação da Palavra de Deus pode até levar à morte”, argumenta.

Outro ponto importante é que o missionário deve dar frutos primeiro em sua igreja e, aí sim, ter a benção dela e de sua liderança para se candidatar ao campo missionário. E isso não é apenas uma regra, é bíblico: “Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos (a Igreja de Antioquia), os despediram” (Lucas 15:3).

“Não existe obra missionária sem igreja local”, afirma Prado, acrescentando que isso é necessário, pois o ciclo missionário só se fecha com a implantação de uma igreja e ela precisará do apoio da igreja-irmã para se fortalecer e se tornar autóctone, ou seja, dirigida pela comunidade local que foi alcançada pelo trabalho missionário.

Um mandamento para todos

Todos são chamados para pregar o Evangelho, pois o mundo é de Deus e os cristãos servem no mundo, ou seja, devem servir a Missão de Deus onde estiver. E, como relembra o secretário-geral da Missão Portas Abertas, Marco Cruz, há diferentes maneiras de cumprir este mandamento.

O pastor Oswaldo Prado, da Sepal, destaca que aceitou-se a definição etimológica de “Missões”, como sendo um trabalho mais amplo, fora do Estado ou do País de origem do obreiro, e “Evangelismo”, como sendo um trabalho mais doméstico, realizado no entorno da Igreja ou da realidade do cristão. “No fundo, tudo se resume ao ‘Ide e pregai o Evangelho’, ou seja, não há diferença na ação em si”, detalha o diretor-executivo da Sepal.

Portanto, “Missões” ou “Evangelismo” se cumpre também no dia a dia, no trabalho, na escola, em casa por meio de uma vida de retidão e atitudes compatíveis com a Palavra de Deus. O “pregar o Evangelho” não é apenas para os missionários.

Além de viver dos os dias a Palavra, por meio de suas atitudes, todos os cristãos também podem – e devem - orar pelos vocacionados que estão nos campos, realizando um trabalho diferenciado de levar o Evangelho. Outros podem, ainda, colaborar financeiramente, sustentando a obra missionária, outros podem atuar na rede de apoio ou entidades que dão suporte aos missionários.

A Missão Portas Abertas, por exemplo, realiza um trabalho diferenciado ao fortalecer a igreja local nos países onde há perseguição. “Fazemos Missões, à medida que encorajamos e treinamos cristãos locais para alcançar o seu próprio povo. Lutamos para conscientizar a Igreja acerca da realidade da perseguição, mobilizando os cristãos a orar, apoiar e agir em favor de seus irmãos na fé, aproximando assim a Igreja Livre da Igreja Perseguida. Essa mobilização gera edificação mútua”, descreve Cruz.

Se você acha que a palavra “(...) Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para ceifa (João 4:35)” não é para você, está na hora de rever sua postura.

Os desafios dos missionários em países fechados

Quem mora no Brasil e tem livre acesso às igrejas e ao direito de cultuar a Deus, pode achar estranho o termo “Igreja Perseguida”, mas ela, de fato, existe e se refere aos cristãos perseguidos por sua fé, que sofrem restrições, perseguições, prisões ou até mesmo a morte por crer em Jesus Cristo em locais onde o sistema político ou religioso não permite a livre expressão da fé cristã.

Só a Missão Portas Abertas estima que cerca de 100 milhões de cristãos sofram perseguição nos dias de hoje. Nesta conta, estão calculadas todas as formas de opressão – de ameaça e preconceito até práticas de tortura e morte – contra cristãos de qualquer igreja ou denominação no mundo.

“A boa notícia é que a perseguição tende a estar relacionada com o crescimento e o testemunho e isso, normalmente, refina e fortalece a fé dos cristãos, não o oposto. Por isso, em geral, o aumento das pressões contra o cristianismo mostra que a Igreja está crescendo”, avalia Marco Cruz, secretário-geral da Missão.

Cruz cita, ainda, a passagem de Atos 8:1-4 para mostrar como a perseguição acaba tendo uma ação contrária ao que os perseguidores desejam. Em vez de enfraquecer a Palavra, os dispersos acabam tendo a oportunidade de pregar em outros locais, difundindo ainda mais o Evangelho.

O missionário que é designado para esta árdua tarefa em países fechados, vive no limite, por isso são pessoas que têm de ter características específicas, além de ser capacitadas por Deus para outras. Abdicação, facilidade para aprender línguas, flexibilidade, sensibilidade cultural e boa adaptabilidade, sem contar o preparo espiritual e a dependência do poder de Deus, fazem parte do perfil necessário. Lucas 10 é uma verdadeira cartilha neste sentido.

E um dos maiores desafios para os cristãos que enfrentam a tirania e a opressão é o isolamento – da Palavra de Deus e do Corpo de Cristo. “E nesses lugares, onde organizações cristãs não podem entrar ou de onde são forçadas a fugir por causa de governos ou culturas opressoras, é possível encontrar a Portas Abertas”.

Cruz conta que a entidade é invisível. Ela atua em segredo no socorro aos cristãos que estão sendo perseguidos por causa da sua fé e do seu testemunho de vida. São 58 anos de trabalho em cerca de 60 países.

“No Brasil, nossa missão é divulgar essa dura realidade, encorajando a Igreja de Cristo brasileira, a orar, contribuir e se mobilizar no serviço e socorro à Igreja Perseguida”, conclui o secretário-geral. 

No Brasil

Dentro do País, existem também regiões que são mais resistentes à Palavra de Deus seja pela cultura, pela religiosidade e até pela pobreza extrema. E o preparo dos enviados também precisa ser maior para lidar com os grandes desafios que lhe serão apresentados.

Prado destaca algumas regiões: como o sertão nordestino, a região amazônica, com suas tribos e povos ribeirinhos, o extremo Sul do Brasil, quilombolas e tribos indígenas. “Estes ainda são povos a serem alcançados”, completa o pastor.

Uma “janela” a ser fechada

É unanimidade entre as denominações e suas entidades missionárias de que existe um grupo de países que reúne o maior número de povos não evangelizados da Terra. Para a Junta de Missões Mundiais são cerca de 3,2 bilhões de pessoas em 62 países, que ocupam a chamada Janela 10/40, uma faixa de terra que vai do oeste da África até a Ásia, que, subindo, a partir da Linha do Equador, fica entre os graus 10 e 40, formando um retângulo.

O pastor Oswaldo Prado, da Sepal, lembra que esta região abrange os países com menor PIB do mundo, onde moram 8 de cada 10 pobres da Terra, e algumas ditaduras. É nessa faixa que se concentram, ainda, os adeptos das três maiores religiões não cristãs do mundo: islamismo, hinduísmo e budismo.

E como apenas 8% dos missionários atuam nesta área há uma flagrante necessidade de difundir o Evangelho, com o grande desafio de superar a falta de receptividade aos cristãos e, em especial, aos missionários que ali atuam.

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