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Publicada em Ter, 21/03/2017

Muçulmanos pedem que Facebook censure islamofobia

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Muçulmanos pedem que Facebook censure islamofobia

Governo do Paquistão faz campanha para controlar como o Islã é visto na mídia social

Entidades islâmicas e o governo do Paquistão estão pedindo formalmente as empresas que controlam as redes sociais Facebook e Twitter que os ajudem a identificar os suspeitos de “blasfêmia”.

Segundo as rigorosas leis paquistanesas contra a blasfêmia, qualquer pessoa que insulte o Islã ou seu profeta Maomé pode ser condenada à morte.

O ministro do Interior Chaudhry Nisar Ali Khan disse que eles tentam fazer um controle rígido das postagens de paquistaneses, seja dentro ou fora do país, que façam comentários ou compartilhem material supostamente “islamofóbico”.

O ministro acrescentou que foram identificadas 11 pessoas que responderão pelas supostas blasfêmias e que eles pedirão a extradição de qualquer cidadão do país que viva no exterior e ofenda sua religião majoritária.

Segundo a BBC, Chaudhry Nisar, o Ministro do Interior, afirmou que o Facebook concordou em formar um grupo “para fazer uma análise prévia desse tipo de conteúdo na rede social”, devido aos ‘desafios’ enfrentado pelo Islã no que consideram campanha de ódio.

“O Facebook e outros provedores de serviço devem compartilhar toda a informação sobre as pessoas por trás deste conteúdo blasfemo conosco”, afirmo Nisar em entrevista ao site Dawn.com.

“Esse tipo de conteúdo é postado em sites de mídia social há anos. Estou surpreso que nenhum outro país muçulmano levantou essa questão até agora. Nós tomaremos todas as medidas necessárias para que a nossa indignação contra esse conteúdo fique clara para o mundo.”

O Facebook não confirmou oficialmente que irá enviar uma equipe para o Paquistão, preferindo garantir que sua prioridade sempre foi “proteger a privacidade e os direitos dos nossos usuários”.

Recentemente, Mark Zuckerberg afirmou que as novidades do sistema incluiriam um controle maior do que os usuários poderiam ver, dando a eles a opção de votar em que tipo de material consideram “inadequado” que seria então removido automaticamente pelo algoritmo da rede.

Embora vise combater a crescente onda de notícias falsas nas redes sociais, isso poderia mudar para sempre o uso do Facebook, em nome do combate ao “discurso de ódio”. Ou seja, mesmo que sejam verdadeiros, uma imagem, um texto ou um vídeo seriam excluídos caso um grande número de pessoas pedisse que a rede assim o fizesse.

Procurado pela imprensa, o Twitter se recusa a comentar o caso. No passado, a rede social cancelou milhares de contas acusadas de defender o Estado Islâmico e o discurso de ódio.

O Paquistão já bloqueia conteúdo anti-islâmico na internet do país, incluindo a publicação de textos ou desenhos que ataquem o profeta Maomé. O governo paquistanês diz que pediu ajuda também ao FBI e outras agências de inteligência para rastrear aqueles que propagam conteúdo blasfemo.

Poucos dias depois desse pedido, o Ministério da Justiça da Alemanha propôs uma lei que prevê multas de até 50 milhões de euros a todas as redes sociais – incluindo Facebook e Twitter – que não eliminarem “mensagens de ódio” ou demorem mais do que 24 horas a fazê-lo.

A proposta, que foca na divulgação de notícias claramente falsas ou sem fundamento, passará pelo crivo do Governo e, mais tarde, aprovada pelo Parlamento. A iniciativa surgiu, justamente de um grupo de islâmicos que diz estar sendo vítima de “islamofobia”.

Repressão aos cristãos

Wilson Chowdhry, presidente da Associação Cristã Paquistanesa Britânica, insistiu que os cristãos são os alvos preferencias dessas leis antiblasfêmia propostas por islâmicos.

“Nos últimos anos, cristãos paquistaneses se tornaram o principal alvo das alegações de blasfêmia. Nós acreditamos que, apesar de sermos apenas 1,6% de toda a população nacional, a maioria das condenações por blasfêmia dos grupos minoritários atingem cristãos”, reclama.

*Com informações de BBC.

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