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Governo do Irã prende mais de 100 cristãos em uma semana

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Muitos dos 114 detidos são cristãos ex-muçulmanos e foram acusados por proselitismo religioso, passível de pena de morte no país

IRÃ – O ano de 2018 foi um dos mais violentos e hostis aos cristãos que vivem no Irã. Principalmente aos nativos que se converteram do islamismo. Entre meados de novembro e início de dezembro, mais de 140 cristãos foram presos por reunião evangélica e por propagar a religião cristã. As prisões fazem parte da tentativa do governo em alertar os cristãos contra o proselitismo sobre o Natal. A chegada da data intensifica a agenda de evangelismo e reuniões entre grupos cristãos. Os grupos atacados e presos estavam espalhados em mais de 10 cidades pelo país.

As autoridades não sabiam o que fazer com os presos e a maioria foi liberada horas ou dias após a prisão, mas orientados a esperar por uma ligação do Ministério da Inteligência em casa e tiveram seus celulares confiscados. Os suspeitos de serem líderes foram mantidos na prisão.

Um dos cristãos preso e liberado em seguida conta que foi coagido a escrever detalhes de suas atividades cristãs e foram orientados a não ter mais contato com cristãos ou grupos cristãos. “Eles nos vigiam e ameaçam constantemente”, diz ele.

Especialistas alegam que o número de cristãos convertidos aumentou consideravelmente no país e isso tem alarmado as autoridades iranianas e, por isso, eles começaram a impor mais restrições às igrejas, principalmente às frequentadas por cristãos ex-muçulmanos. O governo também continuou sua política de empobrecer ativamente os cristãos, pedindo quantias exageradamente altas de fiança. Observando que sentenças de prisão mais longas estão sendo dadas, ele acrescentou: “Mais pessoas são presas. O processo judiciário é mais longo e geralmente com ameaças de coagi-los a deixar o país. Aqueles que recebem sentenças altas são cristãos que se recusam a ser intimidados a deixar o país após suas prisões iniciais. No entanto, há sinais de que sentenças de prisão de cinco anos ou mais agora são comuns para aos presos pela primeira vez ”.

Uma especialista da Portas Abertas no Irã, comentou que a situação atual é muito prejudicial para a igreja clandestina. “O encarceramento tem um alto preço para os cristãos”, ela disse. “Eu encontrei cristãos cuja motivação para compartilhar o evangelho quase desapareceu depois da prisão. Parecia haver pouco “espaço em sua cabeça” para qualquer outra coisa além do trauma que haviam enfrentado. Eles precisam lidar com o trauma antes de poderem dar os próximos passos, o que pode levar anos”. Ela também comentou sobre a questão da liderança, dizendo: “O governo identifica líderes influentes, pressiona-os e, direta ou indiretamente, os forçar a deixar o país. Se os líderes não saírem do país, a chance de serem presos novamente aumenta. As altas sentenças de prisão dadas recentemente aumentam essa pressão. Um resultado do êxodo de líderes experientes é que muitos jovens cristãos acabam em posições de liderança cedo demais ”

Um dos líderes cristãos iranianos que já foi preso por anos, mas hoje está liberto, mas continua sendo perseguido e vigiado, sugeriu que os prisioneiros precisam dar sentido à sua experiência e encontrar um significado para seu sofrimento. “O mundo parece ter seguido em frente”, disse ele. “Alguns são feitos heróis por um dia ou dois e depois o que fica é a solidão. Somente aqueles que encontraram um significado para sua experiência e a veem como uma pequena parte da maior obra-prima de Deus sobreviverão e prosperarão”. Ele também relatou que os cristãos estão se tornando cada vez mais isolados de seus irmãos, não só por causa de prisões, perigo de vida ou ter de sair do país, mas também porque a situação fez com que fosse mais difícil encontrar igrejas domésticas para novos cristãos. “Isso é problemático, pois sabemos que os cristãos veem a comunhão como um dos aspectos mais importantes de sua vida cristã, e dizem que precisam do apoio uns dos outros para ajudá-los a crescer”, disse ele.

Para ajudar os ex-prisioneiros, líderes cristãos iranianos iniciaram um treinamento pós-trauma para ex-prisioneiros cristãos. O congresso foi organizado por várias igrejas domésticas e tem o apoio da Portas Abertas, que fornece material e pessoal especializado.

Para saber mais sobre a Igreja Perseguida no Irã, acesse https://www.portasabertas.org.br/categoria/lista-mundial/ira

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