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Vamos estudar escatologia e apocalipse

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DA REDAÇÃO POR CRIS BELONI

O Livro das Revelações costuma gerar muitas polêmicas entre os cristãos. Tem gente que nunca leu, mas morre de medo. E tem gente que já leu e não entendeu nada. Se você se encaixa em uma dessas situações, então está lendo o artigo certo. Vamos tentar ajudar você a compreender por que o livro de Apocalipse faz parte da Bíblia e o que ele quer dizer com todas aquelas profecias. Antes, porém, queremos recomendar a leitura de todos os capítulos de Apocalipse.

 

1 Escatologia e Apocalipse

Apocalipse quer dizer revelação. Escatologia é a parte da Teologia que estuda sobre os últimos eventos da história do mundo. Então o livro de Apocalipse faz parte dos estudos escatológicos. O tema principal de Apocalipse é a segunda vinda de Jesus Cristo. Os cristãos daquele tempo estavam enfrentando um período de intensa perseguição, motivo pelo qual João estava preso na ilha de Patmos, por volta de 95 dC. Então, o apóstolo escreveu uma carta para encorajar os fieis, alertando que eles deveriam permanecer firmes em sua fé. Mas não era uma carta comum, cada uma das palavras que João escreveu fazia parte da visão que Jesus Cristo havia dado a ele. Nessa visão, havia profecias tanto para aquela época quanto para um futuro distante. “Escreva, pois, as coisas que você viu, tanto as presentes como as que estão por vir.” (Ap 1.19).

 

2 Formas literárias de Apocalipse

O leitor precisa reconhecer que é um tipo de texto especial. Apocalipse apresenta um estilo altamente simbólico. As visões podem parecer estranhas para nós, ocidentais, mas a própria obra oferece indícios para a sua interpretação. Exemplo: estrelas são anjos, candelabros são igrejas e a “grande prostituta” é a Babilônia. Além disso, há algumas características próprias do livro, como o uso frequente do número 7, que representa a perfeição. Seu conteúdo é fascinante e, embora a descrição dos acontecimentos seja um tanto “pesada”, o objetivo do livro é consolar e animar os cristãos. A mensagem é encorajadora e mostra que Jesus Cristo está sempre presente e que Ele vencerá como Rei triunfante.

 

3 Diferenças escatológicas e métodos de interpretação

Antes de começar a estudar o texto apocalíptico em si, vamos entender um pouco mais sobre as linhas de pensamento existentes, porque nem todo mundo interpreta o Apocalipse da mesma forma. É um livro difícil de entender basicamente por causa do uso de simbolismos, mas podemos identificar quatro métodos distintos: Preterista, Histórico, Idealista e Futurista.

 

4 Método preterista

Entende o livro exclusivamente da perspectiva do Século I, declarando que a maior parte dos acontecimentos já se passou. Esses intérpretes acreditam que João estava se referindo ao conflito ente a Igreja e o Império Romano. Do ponto de vista preterista a Roma imperial era a besta do capítulo 13 e a classe sacerdotal asiática que incentivava o culto a Roma era o falso profeta. O livro cumpriu seu propósito de encorajar a igreja do primeiro século, mas é claro que Cristo não voltou e Roma não foi derrubada. Para os que querem defender o Apocalipse como um livro profético este ponto de vista é inadequado.

 

5 Método histórico

Esse método entende o livro de Apocalipse como uma profecia simbólica de toda a história da igreja até a volta de Cristo e o fim dos tempos. Os símbolos identificam diversos acontecimentos e tendências mundiais, buscando nações e personagens que se enquadrem nos selos, nas trombetas ou nas taças. No historicismo não há diretrizes claras sobre quais eventos históricos estariam sendo abordados. Uma das linhas dominantes dessa interpretação é ligar a besta e o falso profeta ao papado e aos aspectos políticos e religiosos. Esse foi um ponto de vista tão popular que, durante muito tempo, foi chamado de “ponto de vista protestante”.

 

6 Método idealista ou simbólico espiritual

Quem segue esse método não se preocupa em encontrar o cumprimento histórico para os símbolos do Apocalipse e enxerga somente um quadro simbólico do conflito cósmico entre o bem e o mal. O capítulo 12 ilustra que há alguma verdade nesse método, porque retrata um pesado conflito no céu entre Satanás e os anjos. E, ao mesmo tempo, é um método que rejeita totalmente que João descreve eventos reais, defendendo que, o tempo todo, ele escreveu exclusivamente sobre princípios espirituais.

 

7 Método futurista

Interpreta o Apocalipse em grande parte como profecias para o futuro. O ponto de vista futurista tomou duas formas principais, que podemos chamar de moderada e extrema – mais conhecida como dispensacionalista. Essa última entende as sete cartas como sete épocas sucessivas da história da igreja, expressas em símbolos, como períodos de declínio e apostasia. Também entende que o povo de Deus é Israel de volta a Jerusalém. Já o ponto de vista moderado difere em diversos pontos, por exemplo, não vê razão para reconhecer nas sete cartas uma predi- ção de períodos da história da igreja, mas, simplesmente, cartas para as sete igrejas daquela época.

 

8 Método Futurista Extremo pré-milenismo dispensacionalista. Método Futurista Moderado pré-milenismo histórico.

Apesar das diferenças, as duas formas de interpretação concordam que o propósito do livro de Apocalipse é descrever o propósito redentor de Deus no fim dos tempos. Na próxima edição vamos aprender sobre as correntes escatológicas ligadas ao milênio. Até lá!

 

 

 

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