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O que há por trás da lenda dos illuminati?

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DA REDAÇÃO POR CRIS BELONI

Teoria da conspiração, Nova Ordem Mundial, maçonaria, sociedade secreta…Mas afinal, quem foram os Illuminati, o que pretendiam e por qual motivo ainda são citados até os dias de hoje? Com a internet, inúmeras lendas foram popularizadas. A suposta existência da “Ordem dos Illuminati” remonta a uma sociedade secreta de mesmo nome, criada na Alemanha, no final do século XVIII. Muitos dizem que essa ordem estaria integrada a poderes políticos e econômicos, com o objetivo de
estabelecer um governo global.

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ORIGEM

Segundo historiadores, a Ordem dos Illuminati foi fundada no dia 1º de maio de 1776, pelo jurista Adam Weishaupt (1748-1830), na Baviera, Alemanha. Inicialmente, era conhecida como a “Ordem dos Perfeitos”, com ideais do movimento cultural Iluminista. Adam adotou o codinome de “irmão Spartacus”, alegando ser um libertador da consciência humana, pois acreditava que a humanidade era escrava de dogmas e religiões. Para o professor universitário, existia uma iluminação racional, fora e acima da fé. Seu objetivo era abolir governos monárquicos e religiões de Estado existentes na Europa. Suas ideias iluministas foram abraçadas também pela maçonaria da época. Alguns dizem que o número de adeptos chegou a 3 mil, entre eles Goethe e Mozart. Embora seu movimento tenha sobrevivido somente até 1785, depois que o príncipe Karl Theodor chegou ao poder e declarou que o movimento era ilegal, a Revolução Francesa decidiu recuperá-lo em 1789. Antes de morrer, o criador dos Illuminati renegou a fé católica e escreveu vários livros, entre eles “O sistema melhorado de
luzes”. Há quem diga que ele foi considerado como um dos maiores ateístas de seu tempo.
Mais tarde, muitas obras foram escritas sobre o poder dos Illuminati. A historiadora inglesa Nesta Helen Webster (1876-1960), por exemplo, defendeu que eles orquestravam uma revolução comunista global. Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), vários autores também fizeram uma ligação entre os Illuminati e a criação da ONU. A questão é que Weishaupt virou mais uma lenda entre milhares e não há quem possa confirmar a veracidade de tudo o que já foi dito de lá pra cá.

Teorias de Webster

A polêmica historiadora chegou a argumentar que a sociedade secreta alemã era composta por ocultistas e que eles usaram os maçons e os jesuítas como uma cortina de fumaça. Em seu livro “World Revolution”, listou o que acreditava serem os grandes objetivos da Nova Ordem Mundial: abolição de todas as religiões (já que a igreja exercia poder sobre a esfera política), abolição da monarquia e de todos os governos constituídos, abolição da propriedade privada, da herança e do patriotismo, além da abolição da família, isto é, do casamento e de toda a moralidade.
A reputação da autora, no entanto, é sombria. Há artigos que dizem que ela acreditava ter sido uma condessa em uma vida anterior, que foi guilhotinada por revolucionários franceses. Além disso, ela defendia o fascismo (ideologia política ultranacionalista, autoritária e ditatorial) na Grã-Bretanha, apoiava a perseguição aos judeus na Alemanha nazista e chegou a exaltar Hitler em seus escritos.
Webster foi uma das primeiras a inserir hipóteses sobre a existência perigosa dos Illuminati. Seja como for, o termo parece representar apenas uma inspiração do que viria a ser conhecido como a teoria da Nova Ordem Mundial. Posteriormente, muitos outros grupos de pessoas se reuniram
com os mesmos objetivos.

Conspiração


É muito comum ver internautas citando os Illuminati em fóruns de discussão na web sobre os problemas atuais do planeta. Muitos políticos ou magnatas já foram acusados de fazer parte da organização. É o caso de George W. Bush, Barack Obama, rainha Elizabeth, George Soros e até mesmo o papa Francisco. O motivo é muito simples: as pessoas associam quase tudo a uma “conspiração”, além de identificarem imagens e símbolos como pentagramas, pirâmides e o famoso “olho que tudo vê” que aparece, inclusive, nas cédulas de dólar.
Muitos acreditam, até os dias de hoje, que o movimento dos Illuminati continua ativo e operando na clandestinidade. Essa crença fez que com que os Illuminati se transformassem em protagonistas de várias teorias conspiratórias que se alastraram pela internet. Nas últimas décadas, apareceram referências à antiga ordem em obras como a trilogia satírica de ficção científica The Illuminatus (1975), de Robert Shea e Robert Anton Wilson e também em Anjos e Demônios (2000), de Dan Brown.

Illuminati e o grupo Bilderberg

Não são apenas os internautas anônimos que associam a história dos Illuminati às questões atuais. O ativista americano Mark Dice é um teórico da conspiração e um perito conservador de direita que está ativo desde 2008. “Com certeza os Illuminati estão cercados de fantasias, mas quando se
separa a realidade da ficção, acredito que há provas que demonstram que é um grupo real que continua existindo hoje em dia”, disse o escritor à BBC Mundo.
Segundo o escritor, depois da dissolução do grupo, em 1785, seus membros continuaram operando através de várias sociedades secretas interconectadas como o Grupo de Bilderberg (conferência anual privada que reúne cerca de cem líderes políticos dos EUA e Europa) ou o Conselho de Relações Exteriores (centro de estudos baseado nos Estados Unidos). “Como não é de interesse público que a cada ano cem das pessoas mais
poderosas do planeta se reúnam em um hotel, cercados de guardas armados, para conversar sem microfones sobre como querem influir no
futuro do planeta?”, questionou. Mark, que tem centenas de milhares de seguidores no Facebook e Youtube, garante que os Illuminati querem “criar um governo global de inspiração socialista” e “usam artistas de fama global para promover sua causa”.
Outro escritor, Jesse Walker, autor do livro The United States of Paranoia (Os Estados Unidos da Paranoia, em tradução livre), afirma que a
internet foi fundamental para potencializar e propagar o fenômeno dos Illuminati. “Teorias de conspiração são uma parte intrínseca da psique
humana. Somos criaturas que buscam padrões para dar um sentido ao mundo que nos cerca. Se há lacunas em uma história, temos que buscar
explicações”, afirmou em entrevista ao BBC News. Walker acredita que o maior problema é que muitos não têm conhecimento suficiente para diferenciar o que é real do que não é.

Grupo secreto da elite global

De acordo com a Época Negócios, neste ano, o encontro sigiloso do grupo Bilderberg, na Suíça, reforçou um consenso em torno do capitalismo ocidental do livre mercado e seus interesses em todo o mundo. O grupo tem cerca de 130 líderes políticos de elite. A mídia não é convidada para a conferência e os jornalistas são proibidos de entrar.

Entre os convidados americanos estão Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump, Satya Nadella, CEO da Microsoft, Eric Schmidt, ex-presidente do Google, o bilionário Peter Thiel, fundador do PayPal, e o ex-secretário de Estado Henry Kissinger. Muitos críticos acreditam que esse círculo fechado busca minar a democracia, enquanto os adeptos da Teoria da Conspiração vão mais longe, afirmando que eles planejam até mesmo matar boa parte da população mundial através da criação de crises financeiras, entre outros meios especulados. Por outro lado, o colunista do jornal britânico The Times, David Aaronovitch, diz que o medo das pessoas em relação ao grupo Bilderberg “é ridículo”. Ele argumentou: “É realmente um clube de jantar ocasional para os ricos e poderosos”. Os defensores do
movimento dizem que o sigilo permite que as pessoas falem francamente a verdade umas às outras, sem se preocupar com o impacto político das falas ou como elas serão divulgadas pela imprensa. Ao ser questionado sobre a intenção que o grupo Bilderberg tem de criar um governo mundial único,
o professor e coautor do livro Bilderberg People, Andrew Kakabadse respondeu: “Em um sentido sim. Há um movimento muito forte para ter um governo mundial único nos moldes do capitalismo ocidental de livre mercado”. Ele explicou que o grupo tem um poder genuíno que supera de longe o Fórum Econômico Mundial, que se reúne anualmente em Davos, na Suíça.

Famílias que controlam o mundo?


Não são apenas os internautas anônimos que associam a história dos Illuminati às questões atuais. O ativista americano Mark Dice é um teórico da conspiração e um perito conservador de direita que está ativo desde 2008. “Com certeza os Illuminati estão cercados de fantasias, mas quando se
separa a realidade da ficção, acredito que há provas que demonstram que é um grupo real que continua existindo hoje em dia”, disse o escritor à BBC Mundo. Segundo o escritor, depois da dissolução do grupo, em 1785, seus membros continuaram operando através de várias sociedades secretas
interconectadas como o Grupo de Bilderberg (conferência anual privada que reúne cerca de cem líderes políticos dos EUA e Europa) ou o Conselho de Relações Exteriores (centro de estudos baseado nos Estados Unidos). “Como não é de interesse público que a cada ano cem das pessoas mais poderosas do planeta se reúnam em um hotel, cercados de guardas armados, para conversar sem microfones sobre como querem influir no futuro do planeta?”, questionou. Mark, que tem centenas de milhares
de seguidores no Facebook e Youtube, garante que os Illuminati querem “criar um governo global de inspiração socialista” e “usam artistas de fama
global para promover sua causa”. Outro escritor, Jesse Walker, autor do livro The United States of Paranoia (Os Estados Unidos da Paranoia, em tradução livre), afirma que a internet foi fundamental para potencializar e propagar o fenômeno dos Illuminati. “Teorias de conspiração são uma parte intrínseca da psique humana. Somos criaturas que buscam padrões para dar um sentido ao mundo que nos cerca. Se há lacunas em uma história, temos que buscar explicações”, afirmou em entrevista ao BBC News. Walker acredita que o maior problema é que muitos não têm conhecimento
suficiente para diferenciar o que é real do que não é.


Rothschild: embora muitos afirmem que eles possuam antecedentes quase ancestrais, é possível identificar o começo oficial dessa dinastia em meados do século XVIII, chefiada pelo banqueiro alemão de origem judaica, Mayer Amschel Rothschild, chamado pela revista Forbes de “o pai fundador
das finanças internacionais”. Desde então, o clã se mantém na cúpula da oligarquia planetária e possui uma influência determinante na Reserva
Federal dos EUA, assim como nas finanças britânicas.


Rockefeller: o império começa no final do século XIX, quando a consolidação da Standard Oil Company colocou a família à frente de uma indústria petrolífera nascente. John D. Rockefeller, o primeiro da dinastia, foi considerado o homem mais rico da história pela revista Forbes, com uma fortuna equivalente, hoje, a US$ 340 bilhões. A família se perpetuou nos círculos de poder mais ambiciosos e tem influência em praticamente qualquer política mundial.

Morgan: também no final do século XIX, John Pierpont Morgan fundou a J.P. Morgan & Company, empresa financeira que protagonizou a história econômica dos EUA e, por consequência, do mundo. Esse banqueiro é considerado o salvador da economia norte-americana ao liderar um movimento de banqueiros para vender títulos e voltar a comprar ouro,
evitando, assim, o colapso das reservas nacionais. Desde então,
a família Morgan controla a oferta de ouro do seu país.


Du Pont: o economista Pierre Samuel du Pont de Nemours chegou aos EUA em 1799, fugindo da Revolução Francesa. Ele, então, fundou sua empresa, que não demorou muito tempo para se erguer como a principal fornecedora de pólvora do governo, para, mais tarde, monopolizar o mercado de dinamite. Ele forneceu 40% do armamento dos Aliados da
Primeira Guerra Mundial. Du Pont também esteve envolvido no Projeto Manhattan, que levou à criação da bomba atômica.


Bush: a mais nova família da elite mundial iniciou seu legado com Prescott Sheldon Bush, banqueiro e senador americano que foi acusado, junto com o governo dos EUA, de ter lucrado escandalosamente com a Segunda Guerra Mundial e ter feito grandes negócios com as empresas que financiaram o governo de Adolf Hitler. O jornal britânico The Guardian realizou uma investigação sobre a teoria. Outras fontes também consideram as seguintes famílias:


Saud: dinastia que vem governando a Arábia Saudita, desde 1932.


Baruch: o fundador do clã, Bernard Baruch, foi assessor de cinco presidentes dos Estados Unidos, além de ter sido grande amigo de Winston
Churchill.

Walton: em 1962, o empresário Sam Walton abriu a primeira loja do Walmart. E foi graças a isso que ele entrou na lista das pessoas mais ricas
do mundo. Com o tempo, a rede Walmart acabou tornando-se a maior rede varejista do mundo.

Windsor: família real da Grã-Bretanha. Atualmente, quem comanda o clã é a rainha Elizabeth II. Ela é líder também da Igreja Anglicana e comandante suprema das Forças Armadas Britânicas.


Murdoch: Keith Rupert Murdoch é um empresário australoamericano,
acionista majoritário da News Corporation, um dos maiores grupos midiáticos do mundo.


Oppenheimer: os Oppenheimer são donos da maior parte das reservas
de diamantes e ouro do mundo.


Pritzker: a família de imigrantes judeus da Ucrânia se mudou de Kiev para Chicago (EUA) em 1881. Os Pritzker são donos da corporação Hyatt, empresa de turismo que atua com hotéis, tours e resorts. A empresa possui 777 hotéis em 54 países do mundo.