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Brasil, o país dos ansiosos

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Suelen Mangolin: Palestrante na área de Psicologia, missionária, cantora, bacharel em teologia, professora e apresentadora do programa “Palavra de Esperança” na rádio Mecria.

A ansiedade tem alcançado um número cada vez maior de pessoas em todo o mundo, mas principalmente em países capitalistas, em que o desempenho individual e econômico está associado ao bem-estar, sucesso e segurança. Dados recentes divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil já ocupa o primeiro lugar em casos de distúrbios associados à ansiedade, atingindo 18 milhões de brasileiros, sendo mais comum em mulheres. A ansiedade é identificada como uma preocupação
exagerada com o futuro e isso traz uma sobrecarga emocional, causando sofrimento psicológico antecipado e receio de que algo ruim aconteça. Para a psicologia, o medo e a ansiedade possuem significados diferentes, sendo que o medo é uma resposta emocional a uma ameaça iminente e real, já a
ansiedade está associada a uma ameaça futura, que causa inquietações e que pode ser benéfica em alguns momentos da vida, como quando precisamos estar em estado de alerta para enfrentarmos ou fugirmos de algum tipo de perigo. Mas, preste atenção, pois a ansiedade se torna danosa quando ocorre em excesso, podendo se tornar prejudicial o bom funcionamento físico e mental, e acarretar transtornos de ordem psíquica, como a síndrome do pânico, fobia específica, transtorno de estresse pós-traumático e ansiedade generalizada. Em estágio avançado desencadeia sintomas emocionais e fisiológicos. Ela pode afetar o pensamento,
a percepção e a aprendizagem, tendo como características principais:
pensamentos de que a morte está próxima, de impotência diante das situações, pessimismo, medo constante, nervosismo, irritabilidade, insônia, tonturas, sudorese, falta de ar, tensão muscular, tremores,
taquicardia, inquietação, agitação motora e dificuldades para se concentrar. E como é que a ansiedade pode ser desencadeada?
Por situações estressantes, por preocupações constantes que se intensificam e por grandes desafios. A ansiedade causa muito sofrimento, pois aflige quem a enfrenta. Pode prejudicar o desempenho profissional, não permitindo que a pessoa se lance para novos objetivos e prejudica também o desempenho acadêmico, quando interfere na concentração e compreensão cognitiva. Você sabia que a ansiedade pode prejudicar
até uma relação conjugal? Isso acontece quando se tem a incompreensão. E
um dos resultados mais perigosos da ansiedade é quando ela prejudica o aspecto espiritual de uma pessoa, quando atrapalha a comunhão com Deus.
Mas como não andarmos ansiosos diante dos inúmeros obstáculos que enfrentamos todos os dias, não é? Ao enfrentarmos a ansiedade, a Bíblia nos instrui a confiarmos em Deus “Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês” (1 Pedro 5.7). A certeza de que Deus cuida daqueles que confiam Nele, nos dá a possibilidade de compreender que nenhum problema, nenhuma dificuldade ou crise, supera a capacidade de Deus em nos livrar dos medos. Quando ansiedade cresce, o foco é colocado
na preocupação com os problemas e isso faz com que a compreensão espiritual fique distorcida, aumentando o medo relacionado ao problema e prejudicando a compreensão do grande poder de Deus. Outro problema é quando a ansiedade gera a precipitação, caracterizada por atitudes antecipadas e impensadas que geram consequências desastrosas e danosas.
Por isso não andem “…ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração
e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.” (Filipenses 4.6). Por mais que tentemos, jamais conseguiremos ter o controle das circunstâncias da vida, sejam elas boas ou ruins, mas sabemos que pela oração e súplicas elas podem ser mudadas por Aquele que tem todo o poder para transformá-las, sabendo que Ele cuida de cada um de nós e que nosso futuro será de acordo com sua vontade, que é “boa, perfeita e agradável.”
(Romanos 12.2).