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APOCALIPSE

da redação por Cris Beloni

  • NA ILHA DE PATMOS

A pequena ilha vulcânica do mar Egeu tinha cerca de 40 quilômetros de circunferência,
com um terreno pobre e montanhoso. Patmos foi usada como um lugar de exílio ou
colônia penal durante o período romano, onde criminosos e presos políticos eram submetidos
a trabalhos forçados.

Em 1088, o Mosteiro de São João foi construído ali sobre o sítio da Gruta de João. Hoje, há uma grande biblioteca bizantina no local, que armazena muitas obras produzidas pelas igrejas que existiram em Patmos, ao longo dos séculos. Desde 1947, a ilha pertence à Grécia. Foi nessa ilha que João teve suas primeiras visões: “Voltei-me para ver quem falava comigo. Voltando-me, vi sete candelabros de ouro e entre os candelabros alguém ‘semelhante a um filho de homem’, com uma veste que chegava aos seus pés e um cinturão de ouro ao redor do peito.” (Ap 1.12-13) CANDELABRO – a primeira visão de João foi de Cristo exaltado junto aos sete candelabros que representavam as igrejas como “luz do mundo”. O candelabro como símbolo da igreja sugere que juntas elas formavam uma comunidade de adoração, que sinaliza o Reino de Deus e o promove. FILHO DO HOMEM – essa expressão messiânica era muito usada para identificar o Salvador. Suas vestes longas com o cinturão de ouro eram típicas do sumo sacerdote. Os profetas e os reis também se vestiam de maneira semelhante. As características de Jesus na visão de João representam sua divindade, onde Ele tem a mesma aparência de Deus-Pai, descrito como “ancião de dias” no livro de Daniel. Veja: “Enquanto eu olhava, tronos foram postos no lugar,
e um ancião se assentou. Sua veste era branca como a neve; o cabelo era branco como a lã. Seu trono ardia em fogo, e as rodas do trono estavam todas incandescentes.” (Dn 7.9) Mais algumas características “Seus pés eram como o bronze numa fornalha ardente e sua voz como o som de muitas águas.” (Ap 1.15) COMO BRONZE – simboliza força e estabilidade. Quando um metal passa pela fornalha ele se torna puro. Voz como som de muitas águas – ou seja, uma voz poderosa e forte. Ezequiel também comparou a voz de Deus de maneira semelhante. Veja: “Sua voz era como o rugido de águas avançando…” (Ez 43.2)

Nenhuma dessas palavras deve ser entendida literalmente, pois elas formariam uma visão grotesca. Mas, interpretadas simbolicamente, elas expressam uma verdade sublime e isso vai muito além do de qualquer especulação humana.
“Tinha em sua mão direita sete estrelas, e da sua boca saía uma espada afiada de dois gumes. Sua face era como o sol quando brilha em todo o seu fulgor.” (Ap 1.16) SETE ESTRELAS – de acordo com o entendimento da antiguidade, as sete estrelas são os sete planetas. Logo, essa descrição para aquele tempo também poderia estar dizendo que Jesus tem o Universo em suas mãos. Porém, em Ap 1.20, as estrelas são interpretadas como os sete
anjos das sete igrejas, dando a entender que Jesus tem a Igreja em suas mãos. Espada afiada de dois gumes – a imagem é derivada de alguns textos de Isaías.
Veja: “…mas com retidão julgará os necessitados, com justiça tomará decisões em favor dos pobres. Com suas palavras, como se fossem um cajado, ferirá a terra; com o sopro de sua boca matará os ímpios.” (Is 11.4)
“Ele fez de minha boca uma espada afiada, na sombra de sua mão ele me escondeu; ele me tornou uma flecha polida e escondeu-me na sua aljava.” (Is 49.2)
Logo, a espada se remete às palavras de julgamento que serão pronunciadas por Cristo contra o pecado e contra os inimigos. A principal característica da espada é que ela é irresistível e invencível quando vai executar seu propósito.
FACE COMO O SOL – é dessa forma que João descreve a Cristo exaltado. Alguns elementos importantes poderão nos ajudar no entendimento dessa imagem. Sabemos que os pagãos consideravam o sol como uma divindade e, no Egito, por exemplo, faraó era visto como o filho do sol. Jesus, no entanto, é o único capaz de brilhar divinamente.

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