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Pastor argelino diz que igrejas fechadas vão continuar nas casas

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O líder cristão foi levado à delegacia e comunicado do fechamento da congregação nesta quarta-feira

Irritação e tristeza foram os sentimentos que tomaram o coração do pastor Salah, da igreja Full Gospel em Tizi Ouzou, na Argélia, quando ouviu das autoridades que sua congregação poderia ser fechada hoje, 16 de outubro de 2019. A igreja do pastor argelino tem 700 membros, sendo uma das maiores do país. Juntamente com ela, outra congregação em Makouda e a Assembleia de Deus em Tizi Ouzou serão fechadas.

Desde janeiro de 2018, cerca de 15 igrejas já foram proibidas de se reunir em seus prédios, a maioria delas são afiliadas à Igreja Protestante da Argélia (EPA, da sigla em francês). “Eu penso que esses fechamentos são ilegais, não estão de acordo com a nossa lei. Isso é a consequência do abuso de poder pelas autoridades locais”, reage o pastor Salah.

De acordo com o líder cristão, as igrejas do país estão marcadas porque existem muitos muçulmanos se convertendo ao evangelho e isso tem deixado as autoridades desconfortáveis. Porém, essas decisões arbitrárias não podem impedir que os cristãos se reúnam em casas e até no meio da natureza para a adoração. Segundo Salah, essa tendência de fechamento das igrejas aponta um futuro difícil para os cristãos do maior país da África, já que até as igrejas domésticas começaram a ser proibidas pelas autoridades.

“Eu peço que as igrejas no mundo todo orem para que o Senhor esteja conosco durante essa dificuldade. Eu espero que vocês clamem como a oração em Atos 4. Também desejo que os cristãos ao redor do mundo peçam aos seus governos que convençam os governantes argelinos a pararem o que estão fazendo e respeitem os direitos fundamentais dos cristãos.”  

Protestos em Bejaia

Semana passada aconteceram protestos na cidade de Bejaia contra os fechamentos das igrejas. A EPA lançou um pronunciamento sobre os fatos. Apenas nessa região, cinco igrejas afiliadas foram encerradas pelas autoridades. Os cristãos em Aït Melikèche (Tazmalt), Akbou, Ighram, Riquet e Ighzer Amokrane, respectivamente, estão impedidos de adorar livremente a Deus. Esse fato tem desprezado tanto a Constituição argelina quanto os direitos humanos.

A organização acrescenta que “têm sido exaustivos os caminhos administrativos” para afirmar esses direitos. “As portas do diálogo foram, infelizmente, fechadas pelas autoridades. A EPA deplora, particularmente, a incompreensível e injustificável recusa do governo de Bejaia em conceder uma audiência para tratar a questão dos fechamentos dos locais de adoração.”

A instituição, que reúne as igrejas protestantes no país, enfrenta dificuldades desde 2006 com a lei que obriga os lugares de adoração não muçulmanos a obter uma licença do governo. A Argélia ocupa a 22ª colocação na Lista Mundial da Perseguição 2019 devido à opressão islâmica e paranoia ditatorial dos governantes.

Ore pela igreja argelina como em Atos 4.24-30

Ouvindo isso, levantaram juntos a voz a Deus, dizendo: “Ó Soberano, tu fizeste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há!

Tu falaste pelo Espírito Santo por boca do teu servo, nosso pai Davi: ‘Por que se enfurecem as nações, e os povos conspiram em vão? Os reis da terra se levantam, e os governantes se reúnem contra o Senhor e contra o seu Ungido’.

De fato, Herodes e Pôncio Pilatos reuniram-se com os gentios e com os povos de Israel nesta cidade, para conspirar contra o teu santo servo Jesus, a quem ungiste. Fizeram o que o teu poder e a tua vontade haviam decidido de antemão que acontecesse.

Agora, Senhor, considera as ameaças deles e capacita os teus servos para anunciarem a tua palavra corajosamente. Estende a tua mão para curar e realizar sinais e maravilhas por meio do nome do teu santo servo Jesus”.

*Portas Abertas