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Soldados judeus enterrados debaixo de uma cruz, erro corrigido 75 anos depois

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Em 2014, apenas alguns dias antes do 70º aniversário do Dia D, o rabino Jacob J. Schacter visitou o Cemitério Americano da Normandia. Profundamente comovido pelo  local que ele descreve como um “espaço incrivelmente tocante, solene, silencioso e sagrado, cercado pelos restos de soldados americanos que desistiram de suas vidas pela liberdade”, o rabino, professor de história e pensamento judaicos e pensamento da Yeshiva University, começou a perceber que estava esperando mais túmulos com a Estrela de Davi do que com a cruz.

Pouco mais de 5 anos depois, uma cerimônia no Cemitério Americano de Manila, nas Filipinas,aconteceu na quarta-feira, para substituir as lápides de 5 soldados judeus que antes estavam enterrados sob uma cruz latina.

Schacter explicou ao Jerusalem Post que um esforço organizado para identificar os soldados enterrados por engano com a marca religiosa errada surgiu dessa primeira percepção, levando ao estabelecimento de uma organização sem fins lucrativos dedicada a essa missão chamada Operação Benjamin, que era o nome do soldado cujo caso foi o primeiro com sucesso na troca dos símbolos religiosos.

“Depois de J.J. me contar sobre sua experiência na Normandia, passei horas e horas pesquisando o assunto “, disse amigo de longa data de Schacter e fundador da Operação Benjamin, Shalom Lamm.

Com a ajuda de um voluntário, Schacter e Lamm começaram a examinar o banco de dados daqueles que estão enterrados na Normandia, identificando todas as pessoas enterradas sob uma cruz cujos nomes poderiam soar como nome judaico. Eles então começaram a pesquisá-los com o apoio de Steve Lamar, um advogado de relações governamentais e um genealogista amador.

Benjamin, cujo nome completo era Benjamin Barney Garadetsky, nasceu em 1914 em uma família judia em Zhitomir, parte da Ucrânia moderna, e emigrou para os EUA quando criança. Ele se alistou em 1941 e foi morto em 1944 durante um bombardeio da Luftwaffe.

Até agora, a Operação Benjamin, criada pela primeira vez por Lamm e Schacter em 2016 como Projeto da Herança da Normandia – um nome que acabou sendo abandonado porque a iniciativa foi expandida para outros cemitérios americanos – identificou com sucesso os casos de 11 soldados cuja mudança da identificação religosa ocorreu. Já foi aprovado pela ABMC.

Para outros 20 a 25 soldados, as investigações já estão em estágio avançado, enquanto centenas ainda estão esperando para serem analisadas.

Na cerimônia, o embaixador de Israel nas Filipinas, Rafael Harpaz, recitou El Maleh Rahamim, a tradicional oração judaica pelos que partiram.

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