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Viúva de pastor nigeriano relembra negociações com Boko Haram

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A esposa do pastor Lawan Andimi conta que ele foi fiel a Jesus até no momento da morte

A morte de um pai de família na Nigéria significa mais do que o luto da viúva e dos filhos, é motivo para desespero diante dos desafios que surgirão para prover as necessidades básicas como alimentação, moradia, saúde e educação. Nesses momentos a Portas Abertas entende que faz parte da missão do cristão chorar com os que choram e assisti-los nas dificuldades. A esposa do pastor Lawan Andimi, Mary, que foi sequestrado e assassinado pelo Boko Haram em janeiro, tem vivido esses dias difíceis.

A cristã de 55 anos agora tem a missão de cuidar sozinha dos sete filhos e não se cansa de lembrar da última vez que viu o marido. De acordo com ela, o dia foi atarefado. Enquanto jantavam, receberam uma ligação avisando que os soldados do grupo extremista estavam na comunidade. A primeira ordem do pastor foi para que as crianças fugissem, mas quando abriram o portão, o local já estava cercado pelos radicais. “Os homens nos viram, abriram as portas de um dos veículos e ordenaram que Lawan entrasse. Ele subiu no carro sem protestar e nós assistimos enquanto eles partiam. Estávamos atordoados, incapazes de fazer qualquer coisa, as lágrimas rolaram e comecei a orar com as crianças”, testemunha.

No dia seguinte, Mary recebeu uma ligação do marido. Ele estava em Sambisa, em uma das bases do Boko Haram na floresta, no estado de Borno. “Ele me instruiu a não chorar e continuar orando por um milagre. A voz dele estava tremendo quando me disse: ‘Por favor, cuide das crianças e de si mesma”, relembra. Um homem tomou o telefone do pastor e pediu um resgate equivalente a 200 mil dólares. O líder da igreja, pastor Joel Billi, solicitou mais tempo para juntar o montante. Dias depois, Mary viu o vídeo do marido na internet e assistia sem parar a gravação das palavras de consolo dele e o pedido para que cuidassem da família.

“Todos os dias por cerca de três semanas, o comandante ligou, ameaçando cortar a cabeça do meu esposo se não déssemos o dinheiro. Em todo tempo eu estava esperando e orando para que Deus fizesse um milagre. Meus filhos continuaram chorando e perguntando o motivo daquilo estar acontecendo. Eu tentei encorajá-los a não desistir e continuar intercedendo para o Senhor trazer o pai deles de volta para casa”, conta Mary.

Mas em 20 de janeiro, o pastor Billi falou aos extremistas que ainda não tinha todo o dinheiro para o resgate, mas que estava providenciando o restante. “Foi quando o líder do Boko Haram disse ‘mesmo se você aumentar o dinheiro e Lawan não aceitar o islã, ainda o mataremos’”, afirma a esposa. Mais tarde, o líder cristão recebeu outro telefonema afirmando que não era mais necessário o resgate, porque tinham assassinado o pastor Andimi. (Essa história continua).

Com informações Portas Abertas*

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