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Secretaria da Educação do Estado de São Paulo decide abolir termos cristãos dos livros didáticos

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Estudantes da Rede Estadual terão livros didáticos sem os termos cristãos. (Foto: Reprodução)

A SECRETARIA DA EDUCAÇÃO do Estado decidiu abolir os termos cristãos dos livros didáticos da rede estadual de educação. No lugar da referência à data de nascimento de Cristo, que rege o calendário ocidental gregoriano e que sempre figurou em nossos livros (a.C. = antes de Cristo / d.C. = depois de Cristo), passa-se a usar obrigatoriamente, a partir de agora, os termos “antes da Era Comum” (sigla a. E. C.) e “Era Comum” (E. C.).

Qualquer menção a Cristo como referência para crianças, neste nosso país em que aproximadamente 90% da população confessa a fé cristã, por algum motivo é considerada danosa ou inadequada na visão do Governador que só chegou ao cargo por se colocar como apoiador de um Governo que se baseou em princípios cristãos para ser eleito.

O argumento apresentado é que a denominação original refere-se ao ano de nascimento de Jesus Cristo, e como nem todas as pessoas são cristãs (‘apenas’ cerca de 90% da população do nosso país, contra 0,55% de ateus[1] que ficaram satisfeitos), a denominação deve ser substituída por uma neutra – mas que, sabemos bem, de realmente neutra, nada tem.

Esse argumento estúpido reflete um tipo de secularização irracional presente nos estudos da História que ignora o fato de o ano do nascimento de Jesus Cristo ter sido um fato de inegável relevância para toda a humanidade, independente de quaisquer crenças religiosas.

O uso dos referenciais a.C e d.C. indica, portanto, não um exercício e apologia religiosa, mas o reconhecimento da relevância de um fato histórico. A decisão da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo de fazer esta mudança reflete assim muito mais uma opção ideológica do que qualquer e rigor científico ou historiográfico.

Repúdio – Compartilhado por parlamentares conservadores nas redes sociais, como o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o trecho do vídeo gerou críticas. “Quando achamos que chegamos ao fundo do poço, descobrimos um alçapão. O negócio está cada vez mais acelerado. Só Deus na causa”, comentou uma usuária.

“Então pelo mesmo entendimento… a ideologia de gênero não pode ser ensinada nas escolas, pois a maioria das famílias não concordam com sexualização precoce de crianças”, disse outro usuário.

“Porque as minorias não podem ser ‘ofendidas’, mas a maioria pode ser ofendida continuamente?”, questionou outro usuário.

Surpreendentemente, na própria publicação do vídeo da aula no canal do Centro de Mídias, uma mensagem escrita pela professora Luize parecia tentar explicar melhor a polêmica, mas acabou aumentando as dúvidas sobre o posicionamento da Secretaria de Educação de SP.

“Os termos a.C. (Antes de Cristo) e d.C. (Depois de Cristo) são os mais utilizados no Brasil e são o padrão da Seduc para construção dos materiais didáticos, assim como nos livros paradidáticos e de literatura adquiridos para as unidades escolares. Qualquer fala ou texto que utilize outras siglas para nomear o conceito não representa o posicionamento institucional da Seduc”, diz a nota.

Nas redes sociais, o governador de São Paulo, João Doria, negou que haverá a mudança quanto ao uso das siglas e pediu para que “não compartilhe Fake News”.

“Esclareço que não há mudança no padrão adotado pela Secretaria da Educação do Estado de SP quanto ao uso das siglas a.C. (antes de Cristo) e d.C. (depois de Cristo). Qualquer fala ou texto que altere esse conceito não representa nosso posicionamento oficial”, disse ele.

*Com informações dos portais Ofielcatolico e portalgospelplay.

 



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