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Estudo

Como lidar com a solidão das crianças no isolamento?

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Introduzir ferramentas de autoconhecimento e resiliência ainda na infância podem minimizar os sentimentos negativos que o cenário atual pode gerar. (Foto: Reprodução/Ilustrativa) 

Para as crianças, a escola e os amigos exercem um papel de construção de identidade e sentimento de pertencimento. Em um momento onde elas perdem o contato com os colegas e, por vezes, ainda não são capazes de entender o porquê, os pais devem estar atentos aos sinais de solidão infantil e, aos poucos, ir debatendo e buscando soluções para esse problema. 

De acordo com um estudo da Universidade de Bath, no Reino Unido, publicado na primeira semana de junho, o isolamento pode gerar um aumento no nível de estresse e ansiedade. Irritabilidade, medo e alterações no sono das crianças podem ser alguns dos sintomas enfrentados pelos pequenos. “O papel do pais nesse momento é importante para fazer com que a criança compreenda e consiga lidar com os sentimentos negativos que podem culminar nesses sintomas nocivos”, explica a especialista em fisiologia e meditação Débora Garcia. 

Explique a situação – Segundo a especialista, o primeiro passo para ensinar a criança a lidar com a situação de maneira saudável é explicando para ela, de forma lúdica, por quais motivos ela não pode ir mais para a escola ou brincar com os amigos. “As pessoas estão enfrentando picos de estresse e ansiedade e os pequenos não estão imunes a isso. Em muitos casos o sentimento de não saber o que está acontecendo e quando isso irá acabar é muito maior para eles”, garante. 

Passe segurança – Antes de conversar com a criança, Débora Garcia aponta que é preciso que o adulto consiga transmitir a mensagem sem desequilibrar emocionalmente. “Você deve passar confiança para a criança, de forma que ela sinta verdade e segurança nas suas palavras. Se necessário, organize um pequeno roteiro em sua mente sobre o que e como falar. Porém, o mais importante é que a conversa seja franca e aberta”. 

Não invalide o sentimento – Saber dar importância ao que a criança está sentindo é importante para que ela não internalize pensamentos e ações que podem desencadear problemas psicológicos. Frases como “isso não é nada” ou “é besteira”, devem ser evitadas.  “É preciso mostrar para a criança que o que ela sente é importante e que você, como adulto, também passa pela mesma frustração de querer sair de casa e não poder. Essa afirmação ajuda com que pais e filhos consigam compartilhar o momento e criar soluções juntos, abrindo um espaço para diálogo”, analisa Débora.

Use a tecnologia – O cenário pode ser de distância física, porém, o uso da internet como ferramenta de aproximação pode minimizar o sentimento de solidão das crianças, garante Débora Garcia. “Criar brincadeiras online com os amigos das escolas, com os familiares e os pais podem participar também para facilitar esse processo. O fato de estarmos separados não nos impede de nutrirmos os laços e mantermos contato”, aponta.

 

 

 

 

 



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