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Mais de 60 escolas são fechadas em Camarões

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Devido aos intensos ataques do Boko Haram, as escolas tiveram que fechar as portas

Mais de 60 escolas da região norte de Camarões foram forçadas a fechar após um aumento nos ataques do Boko Haram. As escolas estão na área de fronteira com o estado de Borno, na Nigéria, onde o grupo militante islâmico é mais ativo. De acordo com um funcionário local, os professores fugiram com os alunos, e pelo menos 34.000 estudantes foram forçados a fugir de casa.

Entre setembro de 2019 e setembro de 2020, o Boko Haram e o Estado Islâmico da África Ocidental foram responsáveis por cerca de 400 incidentes violentos no Extremo Norte de Camarões. Isso é um aumento de 90% em relação ao período anterior, entre os anos de 2018 e 2019, de acordo com dados compilados pelo Africa Center for Strategic Studies, uma instituição acadêmica dentro do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O Boko Haram iniciou violenta insurgência islâmica na Nigéria há 11 anos e espalhou as atividades para países vizinhos, como Camarões.

O país centro-africano enfrenta vários desafios de segurança com o Boko Haram, bem como tensões políticas e a pandemia da COVID-19. “O fechamento das escolas no Norte de Camarões é um lembrete de como o país está sobrecarregado com os desafios da pandemia e da militância islâmica. A crescente atividade dos militantes islâmicos é particularmente ameaçadora para as comunidades cristãs”, disse um parceiro Portas Abertas na região.

“O Boko Haram ainda representa um grande risco para os cristãos em toda a bacia do Lago Chade, o alvo preferido do grupo. Os ataques incessantes perturbam a vida dos cristãos e os mantêm em constante limbo. No entanto, a maioria não tem para onde ir. Eles contam com nossa oração e apoio para poder permanecer resilientes e viver vidas frutíferas, apesar dos perigos que enfrentam”, contou outra parceira Portas Abertas na região.

Camarões ocupa a 48º posição na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2020, e a perseguição aos seguidores de Cristo é intensa. No país, além de enfrentar pressão por parte do governo, os cristãos são pressionados pelos familiares e enfrentam violência por parte de grupos extremistas para que abandonem a fé em Jesus.

Fonte: Portas Abertas

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