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Aos pastores e líderes evangélicos,

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São Paulo, 21 de Janeiro de 2021,

Aos pastores e líderes evangélicos,

Atualmente vivemos uma segunda onda de infecção pela COVID-19 no Brasil e no mundo. Infelizmente, ainda não temos um tratamento medicamentoso eficaz e seguro que possa curar a COVID-19.

Desde o início da pandemia houve um intenso esforço científico para descoberta de medicamentos ou vacinas que pudessem ser efetivos contra a doença. Algumas indústrias farmacêuticas iniciaram pesquisas e testes com vacinas. No dia 17/01/2021, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA autorizou no Brasil, de forma emergencial, o uso de duas vacinas – a vacina de Oxford (desenvolvida pelo laboratório AztraZeneca em parceria com a fundação Fiocruz) e a vacina Coronavac (produzida pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantã).

Apesar da polarização política do tema, aproximadamente 36000 pessoas com diferentes idades (incluindo idosos), comorbidades e condições sociais, considerando os testes das duas empresas, foram testadas em fase III, período de testes clínicos em que milhares de pessoas recebem as duas doses da vacina e são acompanhados e monitorados pelos coordenadores das pesquisas. O objetivo da fase III é avaliar a eficácia e segurança;

Após a publicação dos resultados de fase III, avaliação de comitê externo de especialistas independentes, avaliação, auditoria e liberação da ANVISA considerou-se que as vacinas disponíveis, atualmente no Brasil, são seguras e eficazes para a prevenção das formas graves de COVID-19.

Os estudos de ambas as vacinas foram realizados com critérios científicos e técnicos, sendo os dados auditáveis e públicos, o que confere confiabilidade nos resultados demonstrados. Outro ponto importante é que, até o presente momento, não houve evidência de eventos adversos graves ou óbitos que pudessem demonstrar problemas com a segurança de ambas as vacinas.

A vacina Coronavac é produzida com vírus inativado / “morto”, a forma de produção é  semelhante a de outras vacinas existentes como a Influenza (gripe). Como o vírus é inativado ele não é capaz de causar a doença, sendo assim idosos, pessoas com comorbidades crônicas como: diabetes, pressão alta, doença renal, doenças pulmonares, doenças cardíacas, transplantados, obesos e pacientes com câncer podem receber a vacina.  A vacina é aplicada no músculo do ombro em duas doses. Os eventos adversos mais comuns são: dor no local da aplicação, vermelhidão, coceira e inchaço no local da injeção. Também pode existir outros efeitos colaterais como febre, cansaço, dor de cabeça, dor muscular e enjôo; Esses efeitos geralmente são passageiros e não indicam risco à saúde, sendo manifestações comuns e esperadas.

A vacina de Oxford é produzida utilizando um vírus inofensivo aos seres humanos; Esse vírus vetor é purificado e uma parte pequena do material genético que compõe o vírus da COVID-19 é inserida nele. Como o vírus é inócuo, nos seres humanos, ele não é capaz de replicar ou de causar a doença, entretanto são reconhecidos pelo nosso sistema imunológico gerando anticorpos “imunidade” contra a COVID-19. O material genético do vírus, na vacina de Oxford, não tem capacidade de ligar e/ou modificar o DNA das células humanas, assim não causa mutação genética ou algum tipo de dano. A vacina é segura, inclusive para idosos com doenças crônicas. As reações mais comuns foram: dor e vermelhidão no local de aplicação, febre e dor de cabeça. Serão aplicadas duas doses no músculo do braço.

Tendo em vista a alta mortalidade e complicações da doença, principalmente nos grupos de risco, a vacinação será um passo importante para o controle da pandemia em nosso país.

O objetivo desse texto foi trazer informações técnicas e científicas sobre as vacinas disponibilizadas pelo Ministério da Saúde  do Brasil. Em um período de polarização política e extensa desinformação, creio que os líderes cristãos são um aliado importante na desmitificação sobre o tema e podem ser um ator importante na pacificação de nossa comunidade.

Atenciosamente,

Dr. André Henrique Rodrigues dos Santos

Mestre em Geriatria – Unifesp

Geriatra pela Sociedade Brasileira de Geriatria

Membro da Igreja Batista do Povo – SP

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