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Será que o SUS realmente vale a pena?

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Por Dr Jorge Abissamra Filho

Nas últimas eleições presidenciais, em 2018, foi retomado um debate que aparentemente estava superado. O então candidato a presidência, Jair Bolsonaro, reintroduziu a discussão na sociedade brasileira da importância e necessidade do SUS no Brasil. Quem nasceu depois ou próximo dos anos 80, não se recorda de como era feito o atendimento de saúde publica no Brasil.

O SUS surgiu em 1988, depois da promulgação da Constituição Cidadã, que passou a oferecer a todo cidadão brasileiro acesso integral, universal e gratuito aos serviços de saúde. Antes só tinha atendimento gratuito no Brasil quem era funcionário com carteira assinada.

Em países considerados exemplos no mundo, como os Estados Unidos, não existe saúde pública. Ou seja, se você não tem plano de saúde terá que fazer seu tratamento de maneira particular. Parece estranho, mas a situação se agrava ainda mais quando trazemos isso pra realidade brasileira. 

Imagina termos de pagar, por exemplo, para tomar vacinas ou deixar de ser atendido após um acidente automobilístico se não fizermos um cheque calção no hospital. Imagine não poder dar a luz num hospital sem gastar alguns milhares de dólares. Não existe hoje nenhum brasileiro que não tenho usado o SUS, por maior poder aquisitivo que se tenha. Quase impossível nos dias atuais ter algum brasileiro que não tenha tomado uma vacina ou realizado o teste do pezinho.

Considerado um dos maiores e melhores sistemas de saúde públicos do mundo, o SUS beneficia cerca de 180 milhões de brasileiros e realiza por ano cerca de 2,8 bilhões de atendimentos, desde procedimentos ambulatoriais simples a atendimentos de alta complexidade, como transplantes de órgãos. Há de ressaltar que no Brasil só o SUS pode realizar transplantes, para evitar que haja comércio de órgãos.

Paralelamente a realização de consultas, exames e internações, o SUS também promove campanhas de vacinação e ações de prevenção de Vigilância Sanitária, como fiscalização de alimentos e registro de medicamentos.

Numa época em que a sociedade, ricos ou pobres, necessita de ações concretas de saúde publica do governo, conseguimos enxergar a importância que o SUS tem em nossas vidas. Um direto constitucional de todo brasileiro. É um convênio médico que adquirimos ao nascer. Todo procedimento que uma UBS, hospital ou Santa Casa realiza em qualquer brasileiro, é o governo federal que paga a fatura ao município ou Estado. 

É claro que a gestão desse plano de saúde não é a ideal. Temos muitas falhas, porém acabar com o sistema ao invés de corrigir as falhas é um erro histórico que o País assumiria.  Cada vez mais é de fundamental importância defendermos e lutarmos pelo SUS, um direito fundamental do cidadão brasileiro e invejado por muitas pessoas todo mundo.

Dr Jorge Abissamra Filho, o Jorginho Abissamra, é medico oncologista clínico graduado em medicina pela Universidade de Santo Amaro (UNISA), com residência em clínica médica pela Santa Casa de São Paulo (ISCMSP), título da especialidade pela SBCM, residência em cancerologia pelo Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho, membro titular da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e com subespecialização em câncer de pulmão e cabeça e pescoço pelo MD-Anderson Cancer Center, em Houston/Texas. Atualmente é médico no ICESP, chefe da Oncologia Clínica do COAT, oncologista clínico no IAVC, professor convidado da Faculdade de Medicina da Santa Casa de SP; oncologista do Instituto de Oncologia de Mogi das Cruzes; chefe do serviço de oncologia clínica do Hospital Ipiranga de Mogi das Cruzes e fundador da Amo Saúde.

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