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Nova variante do coronavírus é descoberta por pesquisadores brasileiros

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Foto: Reprodução
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Cepa teria surgido em agosto e já se espalhado por Estados de todas as regiões, à exceção do Centro-Oeste

Pesquisadores brasileiros descobriram uma nova variante do coronavírus, que teria surgido em agosto e já se espalhado por Estados de todas as regiões, menos do Centro-Oeste. A nova variante tem uma origem distinta das linhagens brasileiras P1 e P2, que causam preocupação mundial, e também provoca apreensão porque compartilha com elas a mutação E484K na proteína S do vírus, alvo da maioria das vacinas e testes de diagnóstico.

A descoberta foi relatada numa comunicação conjunta à Rede Corona-ômica de sequenciamento genético do Sars-CoV-2 por cinco instituições, coordenadas pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). Em um trabalho independente, a mesma variante também foi descrita por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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O virologista Fernando Spilki, professor da Feevale e coordenador da Rede Corona-ômica do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), diz que há evidências fortes de que existe uma maior transmissibilidade. Cientistas salientam que é preciso acelerar a imunização e proteger o maior número de pessoas possível justamente para evitar que o vírus vá mudando a ponto de impactar seriamente a efetividade das vacinas.

— A gente precisa ficar atento porque é mais uma variante brasileira que tem essa mutação com possibilidade de escape de anticorpos e também de influenciar na transmissibilidade — define o pesquisador

A história da emergência da nova variante, provisoriamente chamada de VOI 9 (de variante de interesse, em inglês) pela equipe da Fiocruz, diz muito sobre a propagação da pandemia no Brasil. 

O grupo da Fiocruz, em artigo disponível em pré-publicação na Virological.org, diz que a VOI 9 foi detectada entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021. Ela tem três outras mutações e provavelmente emergiu em agosto de 2020, se espalhando por Estados do Sudeste, Sul, Norte e Nordeste.

O alerta dos cientistas sobre a necessidade de intensificar a imunização ganha tons de urgência com a descoberta de novas variantes porque o coronavírus se espalha e se transforma numa velocidade muito maior do que o Brasil consegue vacinar a população. Um exemplo disso, além da descoberta de novas variantes, é a velocidade com que elas se modificam.

Fonte:gauchazh.clicrbs.com.b

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