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Damares supõe que governo não deve vetar ‘passaporte’ sanitário e vira alvo de bolsonaristas

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MINISTRA DAMARES ALVES. FOTO: MARCELO CAMARGO AGENCIA BRASIL
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A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, passou a ser criticada por apoiadores de Bolsonaro, após supor que o governo não deve vetar o ‘passaporte’ sanitário se a medida for aprovada pelo Congresso.

“Eu ainda não sei a posição do governo, mas eu creio que não vai ser vetado. Estamos diante de um vírus e é unânime que para se combater um vírus é vacina. É unânime na ciência, vírus é vacina”, disse a ministra, nesta segunda-feira 14, em entrevista ao jornalista Luís Ernesto Lacombe.

 Damares se referia ao projeto aprovado pelo Senado, no dia 10 de junho, que prevê a criação de um certificado sanitária para permitir que pessoas vacinadas ou testadas possam entrar em espaços públicos e privados independentemente das medidas adotada. O conteúdo de está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral para conter o avanço do coronavírus. O texto ainda vai passar pela análise da Câmara dos Deputados.

Ainda durante a entrevista, a ministra disse que a questão sobre o direito individual de se vacinar ou não está sendo discutido em seu Ministério.

Damares ainda defendeu a vacina como o caminho para a retomada econômica.

“A retomada econômica não conheço outro caminho que não seja a vacina. Como que um empresário vai sair do Brasil para negociar um empreendimento lá fora se não aceitá-lo vacinado? Então, uma coisa puxa a outra”, disse.

As declarações da ministra foram criticadas por apoiadores do governo Bolsonaro. Nas redes sociais, algumas manifestações já a chamam  de ‘esquerdista’.

O bolsonarista Allan dos Santos fez uma publicação em que pede foco ‘para reverter esse passaporte sanitário totalitário’.

O chefe de redação do Conexão Política, Davy Albuquerque, que se descreve em suas redes como ‘cristão e conservador’ escreveu: “O que a ministra Damares declarou sobre o ‘passaporte de vacinação’ é extremamente grave! No entanto, essa informação já circula nos bastidores da política há dias. Resumindo: há um grande movimento interno para que a pauta seja sancionada pelo presidente. Situação preocupante!”.

Paulo Eneas, editor do Crítica Nacional, veículo conservador e de direita, questionou se os ministros que defendem o ‘passaporte’ sanitário se manterão em seus cargos, diante ao desalinhamento com o presidente Jair Bolsonaro, que já se posicionou que já se posicionou contra a obrigatoriedade das vacinas.

Fonte : Carta Capital

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