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‘China criou indústria para tráfico de órgãos’, afirma estudo da ONU

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A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou na última segunda-feira (14) um estudo que indica que o Partido Comunista da China (PCCh) criou uma indústria para o tráfico de órgãos humanos. O relatório também aponta tráfico humano, tortura e caça à liberdade religiosa por parte do regime comunista.

O estudo, realizado por 12 especialistas independentes da Organização, diz possuir “informações confiáveis” de que os órgãos seriam extraídos de minorias étnicas detidas em campos de concentração na China.

Segundo o relatório, os prisioneiros são forçados a fazer exames periódicos de sangue, ultrassons e raios-X para a análise dos órgãos, e os resultados ficam gravados em um banco de dados listando “órgãos vivos para transplantes”. Os pesquisadores disseram estar “extremamente alarmados” com as informações descobertas.

“A extração forçada de órgãos na China parece ter como alvo minorias étnicas, linguísticas ou religiosas específicas mantidas em detenção, muitas vezes sem serem explicados os motivos da prisão ou os mandados de prisão, em diferentes locais”, afirmaram os pesquisadores.

Ao se posicionar sobre o caso, o porta-voz da China em Genebra, Liu Yuyin, condenou o estudo por usar suposta “desinformação” contra o Partido Comunista.

“[Os especialistas] ignoraram as informações oficiais fornecidas pelo governo chinês e optaram por aceitar a desinformação fornecida pelas forças separatistas anti-China e pelo culto maligno Falun Gong”, informou o regime ditador.

O analista político Italo Lorenzon, ao analisar a resposta da China durante o Boletim da Noite de terça-feira (15), apontou o porquê de o Falun Gong ser tão perseguido pelo regime comunista.

“Interessante o bode expiatório que eles usaram, ‘culto maligno Falun Gong’. O Falun Gong, para quem não sabe, é talvez a minoria religiosa mais perseguida da China, talvez até mais do que os cristãos na China. Porque faz menção a um passado da China que eles fazem questão de esquecer, uma China mais tradicional, uma China mais China mesmo”, apontou o analista político.

“Porque uma coisa que nós falamos várias vezes aqui, e é importante vocês entenderem, é que o PCCh é essencialmente comunista, ele é acidentalmente chinês, ele está chinês, mas, na verdade, ele é uma parcela que se instala na China do movimento comunista, que esse é internacional. O Partido Comunista Chinês não é essencialmente chinês. Lembre-se sempre: quando falamos da China, é uma metonímia, o mais preciso é dizer o Partido Comunista Chinês”, completou Lorenzon.

O analista político também destacou que a denúncia de tráfico de órgãos por parte de autoridades chinesas não é novidade. Além disso, lembrou dos riscos de ter o PCCh, um regime que prende minorias étnicas para fazer extração de órgãos, como o principal parceiro comercial do Brasil.

“Nós não estamos falando do crime organizado da China, estamos falando de uma coisa oficial, praticada por oficiais do país. É com essas pessoas que vocês querem que nós fiquemos comercializando? São essas empresas que irão comprar terra aqui no Brasil? Esses são os principais parceiros comerciais do Brasil?”, questionou o analista político.

“Vocês não acreditam que isso se voltará contra nós? Usaram a vacina como ferramenta de chantagem política contra o Paraguai, que cometeu o terrível ‘crime’ de estabelecer uma relação diplomática com Taiwan. Nós já falamos isso aqui no Terça Livre várias vezes: o Partido Comunista Chinês entende o restante do mundo como uma província rebelde da China”, concluiu Italo Lorenzon.

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https://youtu.be/bgUioOs4CAQ

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