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Luca é um filme gay? Veja as principais reflexões do lançamento da Pixar

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tomando sorvete na praia, Luca e Alberto querem conhecer o mundo dos humanos (Foto: Disney/Pixar/Divulgação)
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Completando 35 anos de existência, a Pixar acaba de lançar um filme que está chamando a atenção do público: a animação “Luca”, uma bela história sobre autodescoberta e amizade. Aprovado pela crítica, o longa foi lançado por meio do serviço de streaming Disney+, na última sexta-feira (18), e tornou-se um dos assuntos mais buscados no Brasil por mostrar de forma adorável o companheirismo dos jovens Luca e Alberto. Mas, afinal, Luca é um personagem gay?

Tecnicamente, a resposta é não. A Disney não declarou oficialmente a homossexualidade de Luca e Alberto, porém, muitos fãs acreditam que as grandes mentes da Pixar podem ter idealizado o roteiro como uma metáfora para a aceitação do amor entre pessoas do mesmo gênero. E olha que a discussão não para por aí.

Entenda

Inspirado nas memórias do infância do diretor Enrico Casarosa na Itália, a história acompanha dois amigos – o inseguro Luca Paguro e o malandro Alberto Scorfano – que estão dispostos a se divertir muito e ter um ótimo verão em Portorosso, uma fictícia vila costeira da Riviera Italiana no fim dos anos 1950 e início dos anos 1960. Logo, eles esperam lidar com muitas brincadeiras, descobertas e aventuras envolvendo gelato e massas. Mas existe algo que ambos escondem.

Alberto e Luca são monstros marinhos que se transformam em humanos quando saem da água (Foto: Disney/Pixar/Divulgação)

Na verdade, eles são duas criaturas marinhas, que conseguem assumir formas humanas quando andam pela terra. Durante a trama, percebemos que a dupla não pode contar para ninguém esse segredo, pois Portorosso é um lugar recheado de histórias de heróis conhecidos por terem derrotado monstros dos oceanos.

Tirando a questão envolvendo monstros do mar, na essência, Luca é a história de dois meninos que sentem a necessidade de esconder quem eles realmente são para evitar julgamentos. Os humanos ao redor de Luca e Alberto temem aqueles que são diferentes e isso leva a representações interessantes de autodescoberta.

A bordo da sua Vespa, Luca e Alberto querem conhecer o mundo dos humanos (Foto: Disney/Pixar/Divulgação)

Inclusive, um dos diálogos do longa merece destaque. A conversa da avó de Luca com a mãe dele é um dos momentos mais comentados pelos fãs do filme para provar que Luca é um personagem gay.

“Algumas pessoas nunca vão aceitar ele. Mas outras vão. E parece que ele sabe encontrar as pessoas boas”,

diz a personagem.

A amizade entre dois garotos e o cenário do litoral italiano levou muitas pessoas a também fazer uma comparação entre “Luca” e “Me Chame Pelo Seu Nome” (2018), filme de Luca Guadagnino no qual os atores Timothée Chalamet e Armie Hammer vivem um romance de verão. 

Mês do orgulho

Os amigos Giulia, Luca e Alberto dividem uma bela pasta (Foto: Disney/Pixar/Divulgação)

Além disso, o fato de “Luca” ter sido lançado em junho, mês internacional do Orgulho LGBTQIA+, reforçou as certezas do público de que a relação de Luca e Alberto é uma relação de dois rapazes que se amam. Nada melhor do que lançar o filme num momento tão simbólico para a comunidade.

Luca e Alberto têm um relacionamento de aceitação, apoio e afeto genuíno um pelo outro que poderia facilmente ser o início de algo maior. Portanto, embora nenhum personagem do filme tenha sido identificado como gay, os espectadores podem entender o subtexto, as metáforas e as evidências visuais diretas presentes no filme como uma representação sutil do florescimento de uma relação entre dois meninos.

Luca, da Disney e da Pixar, está agora disponível no Disney+.

Fonte: https://marciatravessoni.com.br/