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Mulher consegue autorização para eutanásia na Colômbia sem estar em estado terminal

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Martha Sepúlveda, colombiana que decidiu pela eutanásia, dá entrevista à TV colombiana — Foto: Federico Redondo Sepúlveda/Reprodução/Twitter
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Uma mulher conseguiu na Justiça o direito de ser submetida a uma eutanásia na Colômbia. Aos 51 anos, Martha Liria Sepúlveda é a primeira pessoa a possuir a autorização para o procedimento sem estar em estado terminal.

Com o procedimento marcado para o próximo domingo (10), a mulher diz que está aliviada. Martha sofre com esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa e sem cura. Por conta da condição, ela não consegue mais andar e sente fortes dores no corpo.

Em entrevista à emissora colombiana Caracol, Martha explica que tomou a decisão pois não aguenta mais tantas dores. A mulher é católica e disse que encontrou resistência dentro da igreja com a escolha.

“Faço isso porque estou sofrendo e porque creio em um Deus que não quer me ver assim. Para mim, Deus está me permitindo isso, então se gosta de mim, não gosta de me ver nesta situação”, contou.

“Em princípio preciso da mamãe, quero ela comigo, quase em qualquer condição. Mas sei que em suas palavras ela já não vive mais, apenas sobrevive”, contou. “Meu foco agora é em fazê-la feliz, fazer com que ela ria, em divertir um pouco. E que sua estada na Terra, pelos dias que ainda restam, seja um pouco mais amena”, finalizou.

A Colômbia flexibilizou as regras para a realização de eutanásia em junho. No entanto, o procedimento em que os médicos permitem o óbito do paciente só havia sido autorizado até o momento para pessoas em estado terminal.

Eutanásia na Colômbia

A mulher ainda explica que escolheu um domingo de manhã para a eutanásia pois é o dia em que tradicionalmente frequenta a missa da igreja. “Como sempre vamos à missa, quis que fosse em um domingo. Quero que o procedimento, a cremação, a entrega das cinzas e a eucaristia ocorram no mesmo dia. E que não sejam em uma sala de velórios, acho que isso aumenta o sofrimento das pessoas”, disse.

Os últimos dias de Martha devem ser perto dos familiares, com cerveja e comida. Seu filho, de 22 anos, diz que entende a decisão da mãe, apesar de querer mais tempo com ela.

Fonte : Olhar Digital

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