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Radicais islâmicos atacam novamente em Uganda

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Esse é o mais recente de uma série de ataques suicidas no último mês. O grupo radical jihadista ligado ao Estado Islâmico confirmou a autoria deste ataque

Na manhã de ontem, dia 16, ocorreram duas explosões provocadas por homens-bomba em Kampala, a capital de Uganda. Uma delas foi sentida perto da delegacia central, enquanto a outra pareceu ter como alvo um prédio próximo ao parlamento.  
Desde outubro, vem acontecendo uma série de explosões na capital de Uganda e arredores. No dia 23 de outubro, uma bomba em um restaurante matou uma pessoa e deixou três feridos e, dois dias depois, um homem-bomba detonou uma bomba dentro de um ônibus em Kampala. Somente ele morreu, mas vários passageiros ficaram feridos.

As autoridades alertaram os cidadãos para ficarem vigilantes. Os bombardeios de outubro foram atribuídos às Forças Democráticas Aliadas (ADF, da sigla em inglês), um grupo militante islâmico ligado ao Estado Islâmico e mais ativo na província de Kivu do Norte na República Democrática do Congo.

Sobre as últimas explosões, o inspetor-geral da polícia de Uganda, Edward Ochom, acredita que foi um ataque, mas o assunto ainda está sendo investigado. Até agora ninguém assumiu a responsabilidade. De acordo com o porta-voz da polícia, Fred Enanga, os três homens-bomba e outras três pessoas foram mortas, além de 33 pessoas que ficaram feridas. O porta-voz do Ministério da Saúde relatou que quatro vítimas da explosão estavam em estado crítico.
A localização dos bombardeios de ontem sugere que as explosões podem ter motivações políticas. Uganda é um dos países em observação na Lista de Países em Observação 2021, que classifica países além dos 50 mais perseguidos no mundo. O país aparece em 65º da Lista. 

Perseguição a cristãos em Uganda

A opressão islâmica é aparente em duas formas: tanto no aumento da influência islâmica radical na parte oriental do país, onde os tabliqs promovem a própria versão da religião em áreas como Mbale, Kasese, Arua/Yumbe, quanto no aumento da moral dos muçulmanos radicais gerado pelas atividades da ADF-NALU (Forças Aliadas Democráticas – Exército Nacional de Libertação de Uganda). 

Há uma pressão sobre os cristãos de origem muçulmana exercida pela família e pela comunidade local, especialmente em áreas dominadas por muçulmanos. A intimidação e o assédio têm sido muito comuns na parte oriental do país. Isso torna a vida dos cristãos ex-muçulmanos mais difícil.  

Por exemplo, possuir materiais cristãos ou discutir a fé com a família ou comunidade são acompanhados de expulsão, ataques físicos graves e até assassinatos. Além disso, houve relatos de ataques em massa a igrejas e convertidos. Também houve relatos de cristãos ex-muçulmanos sendo envenenados, expulsos de casa e condenados ao ostracismo. Isso foi particularmente desafiador para os cristãos, pois as restrições da pandemia de COVID-19 forçaram as pessoas a permanecerem em casa, expondo alguns dos cristãos, especialmente ex-muçulmanos. 

Além disso, o governo está restringindo alguns grupos cristãos, sobretudo aqueles que falam abertamente contra a violação de direitos humanos e a corrupção do governo. Outro aspecto importante da perseguição em Uganda é que algumas igrejas recebem tratamento preferencial.  

Como relatado pelo relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos sobre liberdade religiosa publicado em 2020, enquanto todos os grupos de igrejas são obrigados a seguir requisitos rigorosos para obter licença, na prática, grupos religiosos maiores, como as igrejas católica, anglicana, ortodoxa e adventista do sétimo dia, estão de fato isentos, e o governo não exige que eles obtenham uma licença.  

Ore pelos cristãos em Uganda

  • Ore para que os cristãos não sejam vencidos pelo medo em Uganda.
  • Interceda para que as autoridades de Uganda e os não cristãos vivenciem uma verdadeira transformação de vida ao ter um encontro com Jesus.
  • Peça para que ideologias radicais não encontrem um ponto de apoio em Uganda. Já que, em certas áreas dominadas por muçulmanos, os cristãos, especialmente os convertidos do islamismo, enfrentam muita pressão