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Paquistão: Delegacia que protegia homem acusado de blasfêmia é incendiada por mulçumanos radicais

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Policiais paquistaneses prenderam um homem acusado de ter queimado um Alcorão e o mantiveram a salvo da multidão revoltada do lado de fora da delegacia.

Como as autoridades não quiseram entregar o homem para que fosse morto pelos muçulmanos, eles se revoltaram contra os policiais e incendiaram a delegacia e outros quatro postos policiais.

A informação foi dada pelo site MNN através de um cristão chamado Neemias, que mantém contato com a agência missionária FMI. Segundo ele, a multidão queria queimar o homem vivo.

Ainda de acordo com esta fonte, o homem não queimou o livro sagrado dos Islã, mas sim uma folha que, entre outras coisas, tinha um versículo. “Eu quero dizer a você que ele não queimou o Alcorão. Havia uma página com um versículo do Alcorão inscrito nela, e ele queimou aquele pedaço de papel”.

A informação é que o homem acusado de blasfêmia é portador de uma doença mental e não sabia que estava ofendendo a religião.

A maioria dos envolvidos no ataque à delegacia são membros do grupo chamado TLP (Larger Mob mentality in Pakistan) conhecido por agir com violência contra qualquer caso de blasfêmia contra o islamismo.

““Esta é uma mentalidade que cresceu no Paquistão. É uma situação muito ruim. Casos de blasfêmia, assassinato de pessoas e cultura popular têm crescido no Paquistão. Temos muitos parceiros na mesma área que estão servindo nesta cidade e neste distrito”, diz Neemias preocupado com a situação.

Por Leiliane Lopes