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Confirmado a morte do Apóstolo Antônio José Farias da Igreja Batista Memorial de Contagem

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O pastor vinha enfrentando quadro de depressão há alguns anos e os discípulos o encontraram já sem vida.

O Fato ocorreu em um quarto da casa onde morava, que ficava ao lado da Igreja Batista Memorial, na cidade de Contagem, onde Antônio José Gonzaga Farias era pastor há vários anos.

Até 2019 ele trabalhou (pastoreou) ao lado da ex-esposa, até então, Apóstola Rita Farias. Membros da igreja encontraram o corpo do pastor sem vida, com um pedaço de fio enrolado no pescoço, na casa pastoral.

Segundo pessoas ligadas ao Apóstolos Antônio José, ele ficou casado com Rita Farias até meados de 2019. Juntos chegaram a liderar o M12 em Minas Gerais (fotos reprodução Facebook)

A Igreja divulgou uma nota oficial informado apenas o falecimento, ocorrido no dia de ontem (06),  mas sem definição de sepultamento ou dados sobre as circunstâncias.

Reprodução WhatsApp

As redes socias do pastor foram suspensas e nos perfis de seus familiares não há qualquer informação.

Segundo amigos da família, Antônio José não estava apresentando indícios de que cometeria o suicídio, mas o quadro depressivo era recorrente e a família não estava mais com ele.

O motivo da depressão era por problemas financeiros e questões ministeriais, como evasão de membros e dissidência de lideres dificuldades administrativas.

O suicídio de pastores, líderes e filhos de líderes cresce e preocupa, tendo sido até batizado de “onda de suicídios”, mesmo não sendo algo novo. Há registros bíblicos de líderes como Sansão, Saul e Judas que tiraram suas vidas. Van Gogh, que além de pintor foi pastor, é um dos mais famosos a aplicar a pena capital contra si mesmo.

Nos últimos anos, vários pastores americanos tiraram suas vidas e, assim como no Brasil, o fato passa a ter certa frequência.

Segundo o SEPAL, uma instituição internacional que desde 1963 trabalha junto a pastores e líderes no Brasil, o que está acontecendo com os que estão na função de cuidador, mas não conseguem administrar suas próprias demandas.

Por que pessoas que já ajudaram a tantos, desistem da própria vida? De acordo com o Instituto Schaeffer, “70% dos pastores lutam constantemente contra a depressão, 71% se dizem esgotados, 80% acreditam que o ministério pastoral afetou negativamente suas famílias e 70% dizem não ter um amigo próximo”.

Motivos

A causa mais comum noticiada para o suicídio de pastores e líderes, é a depressão associada a esgotamento físico e emocional, traições ministeriais, baixos salários e isolamento por falta de amigos.

Sim, pastores têm poucos amigos, e às vezes nenhum. Isso é visível em reuniões nas quais a maioria conta proezas, sucessos, vitórias e conquistas na presença dos demais, num clima de competição para mostrar que possui êxito no exercício ministerial. Entretanto, quando a conversa é íntima, o sofrimento se revela. Boa parte está cansada, desanimada, chateada com a igreja e com a liderança. Muitos possuem dificuldades no cuidado com a família e as finanças de alguns estão desequilibradas.

Isso acontece, em parte, porque pastores contemporâneos são cobrados como executivos ou técnicos de clubes de futebol, que precisam oferecer resultados numéricos às suas instituições. Caso contrário perdem seus membros, emprego, salário, moradia e sustento da família. É uma pressão enorme sobre os ombros de um ser humano.

A figura do pastor-pai-cuidador está escassa; aquele que expõe a Palavra à comunidade-família, aconselha os que sofrem e cuida dos enfermos e das viúvas. Há uma crise de identidade funcional entre o chamado pastoral e as exigências do mercado religioso institucional.

Fonte: https://itabiragospel.com.br