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Colômbia, a Igreja pede encontro com o governo sobre a crise humanitária

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Colômbia. Índios caminham com seus filhos sob a vigilância de soldados na região de Embera, departamento de Chocó (AFP or licensors)
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Segundo um dossiê de 2021 uma grave crise humanitária está acontecendo nas regiões de Chocó e Antioquia Ocidental. A Igreja Católica, juntamente com outras Igrejas, organizações étnico-territoriais e sociais, solicitou um encontro com o ao Presidente Iván Duque.

A Igreja Católica, juntamente com outras Igrejas, organizações étnico-territoriais e sociais, solicitou um encontro com o Presidente Iván Duque para responder à grave crise humanitária nas regiões de Chocó e Antioquia ocidental. O pedido contido na carta circulada nos últimos dias, é o resultado das respostas recebidas do Governo e da Força Pública, ao relatório apresentado em 18 de novembro de 2021, que recolheu os resultados das seis Missões Humanitárias realizadas durante o ano de 2021 e que destacou a crise humanitária cada vez mais grave e complexa que se vive nos territórios onde a população civil é a mais atingida.

Carta ao Presidente

“Estamos preocupados que a resposta do Estado à grave situação social, que ficamos sabendo através das missões humanitárias, seja apenas uma resposta de negação que possa conter a intenção de silenciar o que está acontecendo em Chocó e na Antioquia ocidental”. É o que diz a carta enviada ao presidente colombiano. O encontro, solicitado com urgência, visa obter “um diálogo transparente e respeitoso sobre os pontos levantados pelas organizações sociais, étnico-territoriais e eclesiais no documento emitido em 18 de novembro, e aprofundar as motivações e ações da sociedade civil”. E também para “concretizar respostas abrangentes, imediatas e eficazes dos vários órgãos do Estado e do governo para deter a violência e enfrentar a crise humanitária que afeta seriamente as vidas e a sobrevivência das comunidades de Chocó, Antioquia Ocidental e do Pacífico em geral”.

Números do Escritório para Assuntos Humanitários da ONU

O conflito interno da Colômbia se intensificou durante o ano passado: cerca de 73.900 pessoas foram deslocadas em 2021, um aumento de 181% em relação a 2020. Estes números, relatados em 14 de fevereiro pelo Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), indicam que a situação mais crítica está sendo vivida na região do Pacífico. Em Chocó, Cauca e Nariño – departamentos mais atingidos – onde estão concentradas mais de 75% das emergências devido ao deslocamento maciço e confinamentos.

A maioria dos deslocados não dispõe de recursos para atender suas necessidades: proteção, abrigo temporário, alimentação, serviços de saúde, educação e acesso à água potável. O Escritório da ONU revelou que 65.600 pessoas tiveram que ficar confinadas no país devido à presença e às ações dos vários grupos armados. Mais de 85.700 pessoas foram severamente restringidas em seus deslocamentos devido à imposição de toque de recolher e códigos de conduta por parte de subversivos, resultando em problemas de acesso a bens e serviços. Nos casos de confinamento, as comunidades indígenas são as mais atingidas.