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Perseguição religiosa contribui para recorde de deslocamento em todo o mundo

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Mais de 2,6 milhões de afegãos fugiram do país desde a tomada do Talibã. Dentre eles, milhares de cristãos fogem diariamente da violência e intolerância religiosa de radicais Crédito: Portas Abertas
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O número de pessoas deslocadas à força em todo o mundo agora é superior a 100 milhões, mostra um novo relatório da agência de refugiados da ONU. Uma das causas é a perseguição a cristãos em países hostis ao cristianismo

O fato de 1% da população mundial estar deslocada internamente ou refugiada é um “número gritante, um recorde que nunca deveria ter sido estabelecido”, disse o alto comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, na apresentação do relatório.

“Isso deve servir como um alerta para resolver e prevenir conflitos destrutivos, acabar com a perseguição e abordar as causas subjacentes que forçam pessoas inocentes a fugir de suas casas”, disse ele.

O número inclui refugiados e requerentes de exílio, bem como aqueles que foram deslocados internamente.

Novos conflitos e o aumento da violência nos países alimentaram o êxodo de pessoas de suas casas em países como Etiópia, Burkina Faso, Mianmar, Nigéria, Afeganistão, República Democrática do Congo e Ucrânia.

Entre eles está um número significativo de cristãos. Todos os países mencionados, exceto a Ucrânia, figuram na Lista Mundial da Perseguição 2022, editada anualmente e que classifica os 50 países onde é mais difícil viver como cristão.

“A escalada de conflitos e violência coloca pressão adicional sobre cristãos e outras minorias religiosas, muitos dos quais já enfrentam uma série de desafios por causa de sua identidade ou atividade religiosa”, avalia analista de perseguição da Portas Abertas.

Para o especialista, a perseguição religiosa por si só, ou a combinação de muitas camadas de pressão, pode empurrar uma pessoa para além do que pode suportar e acaba por se encontrar em uma situação em que ela sente que não tem opção a não ser fugir de casa.

Muitas vezes, existem vários fatores de pressão. “A pressão por causa de sua identidade religiosa pode ser agravada por vulnerabilidades étnicas e de gênero, bem como pressão econômica e conflito”, explica.

Número 1

O Afeganistão, país que este ano liderou pela primeira vez Lista Mundial da Perseguição, contribuiu para a criação de uma das maiores populações de refugiados do mundo.

Décadas de conflito, instabilidade política, desafios econômicos e a tomada do país pelo Talibã no ano passado forçaram pelo menos 2,6 milhões de afegãos a fugir. Aproximadamente 2,2 milhões estão registrados apenas no Irã e no Paquistão, de acordo com o ACNUR.

Mas os campos de refugiados também não são lugares seguros. Um homem afegão, que deseja permanecer anônimo por razões de segurança, fugiu de seu país de origem há muitos anos e se tornou cristão enquanto vivia em um campo de refugiados. Ele disse a um parceiro da Portas Abertas que, quando a comunidade muçulmana do acampamento descobriu que ele havia se tornado cristão, ele foi ameaçado e agredido violentamente. Ele, no entanto, continua a compartilhar sua fé com aqueles ao seu redor, além de tentar apoiar os crentes que vivem sob extrema pressão em seu país de origem.

O número de casos de pessoas deslocadas na LMP 2022 chegou a 218.709. Desses, 200 mil apenas em Mianmar e a maioria do restante na Nigéria, no Paquistão, no Níger e na República Democrática do Congo.

á os casos registrados de fuga dos países por motivo religioso chegaram a 25.038. Os dados indicam que 80% fugiram de Mianmar e a maioria do restante da Eritreia, da Nigéria, do Irã e da Líbia. A porcentagem para a Ásia foi de 42%, contra 57% para a África.

O que a Portas Abertas tem feito pelos refugiados

Ser alvo de extremistas e ainda manter a fé em Jesus exige coragem e certeza do amor e da providência de Deus.

O socorro imediato com alimento, remédios, roupas, moradia e apoio espiritual mostra que esses cristãos não estão sozinhos e podem recomeçar a vida com a ajuda de cristãos livres da perseguição.

Para saber mais e ajudar, acesse o link  Refugiados do Afeganistão