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Cristãos enfrentam ira de governos e cartéis na América Latina

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México, Cuba e Nicarágua são os países em que grupos criminosos e o próprio governo perseguem, prendem e matam cristão indiscriminadamente

A descoberta no mês passado de dezenas de migrantes falecidos na traseira de um caminhão, desta vez perto da fronteira dos Estados Unidos com o México, chama a atenção para as difíceis circunstâncias em que vivem os cidadãos, incluindo cristãos, na América Latina. Se não são seus governos, são os grupos criminosos e gangues que violam suas liberdades.

México – grupos criminosos ameaçam e matam cristãos

No México, o número de pessoas que são mortas na violência em curso por grupos criminosos e gangues que administram redes de drogas e tráfico de pessoas está aumentando e os cristãos não são poupados.

No mês passadodois padres jesuítas foram mortos a tiros “enquanto tentavam defender um homem que buscava refúgio”.

Javier Campos, 79, e Joaquin Mora, 81, serviram a uma comunidade cristã na cidade de Cerocahui, no estado de Chihuahua, uma área conhecida por confrontos entre gangues de narcotraficantes, segundo a AP.

Em maio, um padre católico foi morto em Tecate, cidade no noroeste do estado de Baja California. Ele administrava uma casa para refugiados.

“Grupos criminosos operam impunemente em muitas partes do país”, disse a analista de perseguição da Portas Abertas na América Latina. “Aqueles que se engajam em programas destinados a trazer transformação para a sociedade são particularmente vulneráveis (a serem atacados), pois são uma ameaça a grupos que operam redes de tráfico de drogas e humanos, além de outros crimes.”

Cuba – Tribunal mantém sentença do pastor

Em Cuba, quem discorda e critica o governo corre o risco de ser preso.

O pastor protestante Lorenzo Rosales Fajardo, da Igreja Monte de Sion, em Palma Sariano, na província de Santiago de Cuba, deve ir para a prisão por acusações relacionadas à participação em protestos pacíficos em julho do ano passado, depois que um tribunal rejeitou seu recurso

Ele havia sido condenado a sete anos de prisão por acusações de “desrespeito”, “agressão”, “incitação ao crime” e “desordem pública” depois de ter sido preso durante sua participação em protestos pacíficos em todo o país em julho do ano passado. Milhares de pessoas, incluindo pastores, saíram às ruas pedindo democracia e reformas econômicas, mas as repercussões foram imediatas e violentas.

O tribunal não apenas confirmou a sentença do pastor Fajardo, mas também a de outros 14 que foram presos na mesma época e condenados por acusações relacionadas aos protestos do ano passado.

Nicarágua – Cristãos enfrentam ‘perseguição indiscriminada’

Igrejas e cristãos na Nicarágua também não são apreciados pelo governo, principalmente depois dos protestos de 2018 contra as reformas do sistema público de pensões em que a Igreja era vista como apoiadora dos manifestantes.

Um novo relatório diz que desde então, sob o governo Ortega, houve pelo menos 190 ataques a igrejas católicas, bispos e padres, além da perseguição contra cristãos de diversas denominações evangélicas.

O regime “iniciou uma perseguição indiscriminada contra diversos líderes religiosos e igrejas cristãs e contra tudo que tenha relação direta ou indireta com o cristianismo”, cita o relatório da advogada Martha Patricia Molina Montenegro, membro do Pró – Observatório da Transparência e Anticorrupção.

Há um aumento nos ataques, incluindo “ameaças e assédio contra líderes de igrejas protestantes, bem como o cancelamento arbitrário do status legal de seis organizações religiosas católicas e protestantes”, aponta Montenegro.

“O governo Ortega não descansa em sua perseguição contra a Igreja e sua hostilidade se torna mais evidente e frequente”, disse uma analista de perseguição da Portas Abertas. “E isso acontece em diferentes frentes – mesmo tentando manipular as atividades religiosas – pois a Igreja se mantém firme em seu compromisso social e não desiste diante de ações intimidatórias contra ela”.

Centenas de organizações da sociedade civil foram forçadas a fechar pelo regime e a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, alertou no mês passado que a deterioração contínua da situação dos direitos humanos causou um êxodo de nicaraguenses “deixando o país em maior número … do que na década de 1980”.

Perseguição nos países

Cuba – 37º país na Lista Mundial da Perseguição 2022 (LMP): A violenta repressão do governo aos protestos em todo o país do ano passado, colocou Cuba na Lista Mundial da Perseguição, que classifica os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos.

México – 43º na LMP: O México voltou à LMP em 2022. Aterrissou com um baque no número 37, aumento que a violência extrema explica. Embora o aumento da pressão de grupos criminosos tenha um papel, especialmente onde os cristãos são vistos como uma ameaça às atividades criminosas, os cristãos convertidos em comunidades indígenas também enfrentam altos níveis de pressão.

Nicarágua – 61º na Lista de Países em Observação de Perseguição, países a partir do 51º e que requerem atenção sobre perseguição religiosa. O Departamento de Estado dos EUA colocou a Nicarágua em sua Lista Especial de Observação por violações “graves” da liberdade religiosa.

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