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19/04/2024

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Cristãs sobreviventes de ataques de grupos radicais na Nigéria enfrentam traumas diversos

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Sequestradas, abusadas física e sexualmente e forçadas a casamentos com guerrilheiros de grupos radicais, mulheres e meninas cristãs nigerianas enfrentam a dor e a morte por amor a Jesus

Ser cristão e viver na Nigéria é estar marcado para morrer em qualquer momento. Não há lugar seguro nos territórios dominados por grupos extremistas islâmicos como Boko Haram e militantes fulani, pois um de seus objetivos é eliminar a presença cristã e implantar um estado islâmico baseado na interpretação radical da sharia (conjunto de leis islâmicas).

Enquanto os homens são agredidos e mortos, as mulheres vivenciam sequestros, agressões físicas e sexuais e casamentos forçados. Se um dos irmãos na fé sobrevive, ele carrega  por toda vida as cicatrizes profundas desses traumas.

Eu acahava que Deus tinha me esquecido

Esther tinha 17 anos quando o Boko Haram atacou a cidade Gwoza e cercou sua casa. A estudante foi levada e viu seu pai ser executado. Várias garotas foram capturadas junto com a cristã para um esconderijo na floresta de Sambisa.

Ela foi agredida e abusada sexualmente por diversos soldados e teve dúvidas do cuidado e presença de Deus: “Às vezes eu achava que Deus tinha me abandonado e ficava com raiva. Mas mesmo assim não conseguia renunciá-lo. E depois lembrava que ele prometeu nunca me deixar nem abandonar”.

A jovem cristã e outras meninas foram libertas pelo exército nigeriano, mas quando chegaram em suas respectivas comunidades foram recebidas com zombaria e insultadas de “mulheres do Boko Haram”. Além disso, muitas voltaram grávidas ou com crianças de colo e tinham seus filhos chamados de Boko.  

Esther recebeu cuidado pós-trauma de parceiros locais da Portas Abertas e caminha em busca de cura para sua vida. Mas o seu testemunho é semelhante à de centenas de meninas e mulheres na Nigéria.

Doe Esperança!

Nesse fim de ano, a Portas Abertas lançou uma campanha que envolve ajuda pós-trauma a mulheres e meninas como Esther, que voltaram para suas aldeias traumatizadas e ainda são hostilizadas ou que perderam seus pais, mães irmãos e entes em ataques extremistas.Para saber mais e participar desta campanha, acesse o link

Portas Abertas