O presidente da Rússia, Vladimir Putin, parabenizou nesta terça-feira (7) os cristãos ortodoxos pelo Natal, celebrado em janeiro, durante mensagem oficial divulgada pelo Kremlin, em Moscou.
Putin afirmou que a data reforça valores como fé, união social e cuidado com o próximo. Ele também destacou o papel da Igreja Ortodoxa Russa em ações de caridade e apoio a pessoas em situação de necessidade.
“Este feriado maravilhoso ilumina o mundo com a luz da bondade e do amor, dando a milhões de pessoas esperança e a alegria da comunhão com as tradições espirituais de nossos antepassados, transmitidas de geração em geração”, disse o presidente russo em comunicado oficial.
Neste ano, o presidente participou da celebração natalina em uma igreja na região de Moscou. Tradicionalmente, Putin costuma acompanhar o Natal ortodoxo fora da capital russa.
Diferente da maioria dos cristãos, ortodoxos e coptas não celebram o Natal em 25 de dezembro. Para essas igrejas, a data correta é 7 de janeiro.
A diferença ocorre por causa do calendário usado pelas igrejas. Enquanto a Igreja Católica segue o calendário gregoriano, adotado no século 16, muitas igrejas ortodoxas mantêm o calendário juliano, criado na Roma Antiga.
Com essa diferença de contagem dos dias, o 25 de dezembro do calendário juliano corresponde ao 7 de janeiro no calendário atual.
A Igreja Copta, predominante no Egito, também segue essa tradição. Estima-se que cerca de 90% dos cristãos egípcios sejam coptas, ligados a uma igreja fundada no século I, atribuída ao apóstolo Marcos.
Além da data diferente, as tradições também mudam. Entre os coptas, o período que antecede o Natal é marcado por jejuns e celebrações religiosas intensas. Já em países como a Grécia, o Natal ortodoxo tem como figura central São Basílio, e não o Papai Noel.
Apesar das diferenças culturais e de calendário, o Natal segue sendo, para esses cristãos, a celebração do nascimento de Jesus.
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