Protestos tomaram as ruas do Irã nos últimos dias, em diversas cidades do país, em meio a uma crise econômica e social. A repressão das forças de segurança, com prisões em massa e uso de força letal, aumentou a tensão e chamou a atenção da comunidade internacional.
Segundo fontes locais ligadas à organização cristã Open Doors, as manifestações refletem mais do que dificuldades financeiras. Para elas, o movimento expressa um pedido por dignidade, justiça e respeito à vida, em um cenário marcado pelo medo e pela coragem dos manifestantes.
Os cristãos estão entre os grupos mais vulneráveis nesse contexto. O Irã ocupa a 9ª posição na Lista Mundial da Perseguição, e fiéis, especialmente convertidos do islamismo, enfrentam restrições severas à liberdade religiosa, além de perseguição estatal e social.
De acordo com a organização, autoridades iranianas tratam cristãos como ameaça à segurança nacional. Líderes de igrejas domésticas e convertidos costumam ser acusados de crimes políticos e condenados à prisão apenas por se reunirem para orar ou cultuar.
A atual instabilidade agravou ainda mais a situação. Cristãos iranianos afirmam que acompanham os acontecimentos com base em valores como justiça, paz e dignidade humana, mas entendem os protestos como um movimento nacional, não religioso.
Em meio à crise, líderes cristãos pedem orações pela população iraniana, por proteção aos fiéis, pelo fim das prisões injustas e pela restauração da comunicação no país. Também solicitam intercessão para que governantes ajam com justiça e defendam a liberdade religiosa.
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