Alveda King, sobrinha de Martin Luther King Jr., pediu união e não violência durante protestos contra ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) nos Estados Unidos, em entrevista publicada na segunda-feira (data do Dia de Martin Luther King Jr.), ao The Christian Post, em Washington.
Segundo ela, se o líder dos direitos civis estivesse vivo, reforçaria a importância da paz em meio às manifestações registradas nas últimas semanas em Minneapolis, após confrontos envolvendo agentes do ICE e a morte de Renee Good, de 37 anos.
Alveda King, que atua como conselheira sênior para Assuntos Religiosos e Comunitários no governo Trump, afirmou que seu tio defendia protestos pacíficos, mas reconhecia a necessidade da aplicação da lei em momentos de crise.
“Martin Luther King Jr. sempre incentivou a não violência. Ao mesmo tempo, entendia que, em certas situações, a presença das autoridades era necessária para conter o caos”, disse.
A fala ocorre após um episódio em que manifestantes contrários ao ICE interromperam um culto na Cities Church, em St. Paul, no domingo. O ex-apresentador da CNN Don Lemon acompanhou o grupo e transmitiu a ação ao vivo. O culto foi encerrado antes do previsto.
Durante a confusão, fiéis deixaram o local com crianças, enquanto o pastor Jonathan Parnell pedia que os manifestantes se retirassem. Lemon reconheceu que a situação foi “desconfortável e traumática” para alguns, mas afirmou que “isso faz parte do protesto”.
O Departamento de Justiça dos EUA abriu investigação para apurar possíveis violações da lei federal que protege o livre exercício religioso em locais de culto.
Alveda King afirmou que o legado de seu tio reforça a convivência pacífica. “Precisamos aprender a viver juntos como irmãos e irmãs, e não perecer juntos por causa da violência”, declarou.
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