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06/02/2026

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Relógio do Juízo Final avança e indica risco global maior em 2026

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O Conselho de Ciência e Segurança do Boletim de Cientistas Atômicos ajustou nesta terça-feira (data) o Relógio do Juízo Final para 85 segundos da meia-noite, em anúncio feito nos Estados Unidos. A marca indica o ponto mais próximo já registrado do que os cientistas consideram uma ameaça existencial à humanidade.

O avanço foi de quatro segundos em relação a 2025, quando o relógio apontava 89 segundos. O instrumento completa 79 anos e é usado como alerta simbólico sobre riscos globais.

Segundo os cientistas, a mudança reflete o aumento da ameaça nuclear, a crise climática e a escalada de tensões entre potências. Eles citaram a ampliação de arsenais, a falta de renovação de tratados de controle de armas e conflitos mais agressivos no cenário internacional.

A presidente do Boletim, Alexandra Bell, afirmou que a redução da cooperação entre países contribuiu para o ajuste. Ela também mencionou decisões do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligadas ao desmonte de acordos de controle de armas e a políticas ambientais.

Para Bell, essas ações afetam a estabilidade global e dificultam o enfrentamento das mudanças climáticas. Segundo ela, os dois países com maiores arsenais nucleares, Estados Unidos e Rússia, seguem sem avanços concretos em compromissos de contenção.

O presidente do Comitê de Segurança e Ciência, Daniel Holz, disse que governos se tornaram mais hostis e nacionalistas no último ano. Ele alertou que a falta de prestação de contas amplia o risco de conflitos e crises sociais.

Durante a apresentação, a jornalista filipina Maria Ressa, vencedora do Nobel da Paz em 2021, destacou a fragilidade do jornalismo. Ela defendeu plataformas digitais voltadas aos direitos humanos e financiamento do jornalismo como serviço essencial.

Criado em 1947, o Relógio do Juízo Final é conhecido também como Relógio do Apocalipse. O projeto reúne cientistas e especialistas, incluindo vencedores do Nobel, para avaliar ameaças à sobrevivência humana.

Desde 2007, a crise climática passou a integrar os critérios de avaliação, ao lado de riscos nucleares e tecnológicos.

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