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22/07/2024

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Como estão os cristãos após ataques no Paquistão

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Um parceiro da Portas Abertas acredita que o ataque a igrejas e casas de cristãos visava gerar um medo coletivo Crédito: Portas Abertas
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Entenda o que gerou os ataques e como a comunidade cristã está lidando com a situação

Na dia 16 de agosto, a paz em Jaranwala, no Paquistão, foi desfeita. Milhares de pessoas atacaram bairros onde vivem cristãos, que fugiram o mais rápido possível. Rehana Bibi* disse: “Algumas pessoas entraram em seus carros ou pegaram bicicletas e ônibus, partindo para outras cidades. Mas a maioria foi para plantações de cana de açúcar. Era escuro e perigoso, mas  o único lugar para ir. E não havia esperança de voltar para casa ao vermos o fogo ardendo e o ar pesado e escuro. Nós sentamos e assistimos, desesperados, tentando cobrir os bebês com nossos corpos para protegê-los. Eles estavam muito confusos”.

Um parceiro da Portas Abertas disse: “Esse ato de terror queria causar medo coletivo nos cristãos em Jaranwala e em todo o Paquistão. Foi planejado para criar incerteza e confusão. Não era apenas a experiência de um ou dois sendo passada de um para o outro. Foi algo coletivo, imediato e massivo”. A opinião dele é que o ataque foi coordenado e deliberado, afinal, os cristãos em Jaranwala não vivem em um único local, mas espalhados pela cidade, bem como as igrejas. Muitas estão escondidas ou funcionam como igrejas domésticas. Estima-se que mais de 20 igrejas foram destruídas.

Após falar com cristãos locais, um parceiro da Portas Abertas disse: “Onde igrejas foram incendiadas, prédios próximos ficaram intactos. A multidão começou a quebrar portas e janelas, buscando Bíblias e cruzes e destruindo tudo que era cristão, incluindo túmulos nos cemitérios. Eles entraram em casas e igrejas, amontoaram muitas Bíblias e colocaram fogo. Havia muitas camadas de Bíblias em chamas, muitas continuaram queimando 30 horas depois. Eles escalaram prédios, derrubaram cruzes de igrejas, saqueando e destruindo o que encontravam. Mesmo assim, outros prédios próximos ficaram intactos”.

Acredita-se que um grupo inicial correu derrubando as portas, depois outro seguiu encharcando casas, Bíblias e armários com ácido e, então, um terceiro grupo levou eletrodomésticos, camas e outras coisas que pudessem ser vendidas. O grupo final veio procurando por qualquer coisa deixada para trás. O gatilho para o ataque foi um caso de blasfêmia amplamente divulgado. Dois jovens cristãos foram acusados de arrancar páginas do Alcorão. Apesar de se esconderem, foram encontrados e estão sob custódia.

Portas Abertas