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18/05/2024

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Cristão é condenado à morte no Paquistão acusado de “blasfêmia” contra Maomé

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Noman Masih, 22, foi condenado à morte por um tribunal em Bahawalpur, no Paquistão, causando choque e lamento de seu advogado e família.

Segundo informações do FaithWire, o homem foi acusado em 1º de julho de 2019, quando ele teria sido preso pela polícia, poucos dias depois que seu primo, Sunny Waqas, foi detido sob a acusação de blasfêmia.

Mais tarde, Waqas foi libertado sob fiança, embora não esteja claro em que pé está seu caso.

O pai de Masih, Asghar Masih, disse que as acusações contra seu filho são infundadas e que Noman estava dormindo quando a polícia alegou que ele estava mostrando imagens blasfemas de Maomé.

O pai enlutado disse que ele e sua esposa estão com o coração partido pela sentença de morte, mas não perderam a fé.

“Nossos corações se partiram hoje quando nosso advogado nos informou sobre o veredicto de morte”, disse ele ao Morning Star News . “Mas nossa fé em Cristo não cedeu, e confiamos em Deus que Ele nos resgatará deste sofrimento.”

A lei de blasfêmia é usada em muitos países para perseguir cristãos, inclusive, muitos casos de falsas notícias são noticiados por instituições que acompanham a liberdade religiosa em nações de maioria islâmica.

Inclusive, Lazar Allah Rakha, advogado de Masih, disse ao Morning Star News que o veredicto foi dado sem evidências para apoiar as acusações de blasfêmia.

“Não havia provas contra Noman, e nenhuma das testemunhas apresentadas pela polícia poderia corroborar a alegação de blasfêmia contra ele”, afirmou o advogado. “Isso é assassinato da justiça”.

O Paquistão está classificado como o sétimo pior lugar do mundo para os cristãos viverem, de acordo com a Portas Abertas. Os crentes são considerados “cidadãos de segunda classe” e enfrentam intensa discriminação.

Redação / Leiliane Lopes