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21/06/2024

Entretenimento

Igreja de Balneário Camburiú é alvo de intolerância nas redes sociais por ser “moderna”

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Imagina só chegar na igreja e ser recepcionado com um café ou uma soda italiana distribuída gratuitamente? Que tal também assistir ao culto em um espaço aconchegante com iluminação e equipamentos de ponta?

A igreja Reino Church, localizada em Balneário Camboriú, Santa Catarina, tem sofrido ataques nas redes sociais por ser um espaço moderno e por ter atraído um público jovem de alto poder aquisitivo.

Mas não seria diferente, uma vez que a renda média da população da cidade é de R$ 3.028,63, o que torna seus moradores os 2° mais ricos do estado, ficando atrás apenas da capital, Florianópolis, que lidera o ranking com a média de R$ 4.215,00 por habitante.

Após o vídeo de uma membro viralizar nas redes sociais, a igreja passou a ser alvo de piadas e sofrer ataques. O responsável pela igreja, Eduardo Reis, rebateu aos ataques e explicou que o conceito da denominação é uma “cultura de excelência, para a glória de Deus”.

“Café e soda italiana se tornaram alvos para crítica de pessoas que não conhecem, mas elas não mostraram o quadro completo. As cadeiras são confortáveis. O ar condicionado é bom. Os banheiros são limpos, sempre tem papel, tem o melhor sabão que podemos dar. Tratar as pessoas bem e usar os recursos da Igreja para isso, em uma cultura de excelência, só é matéria de deboche quando o que impera coletivamente na bolha do escárnio é uma predisposição para o preconceito religioso”, disse o pastor ao UOL.

Ele continuou ainda afirmando que os ataques surgem quando a igreja começa a crescer e é por isso que há tantas críticas. “Se não estivéssemos crescendo, ninguém falaria nada. Até acho que dizer que a gente é cringe, tudo bem. Mas debochar de nossa expressão de fé como meio de engajamento só revela como quem o faz é oportunista e se aproveita de um mundo cada vez mais doente, que precisa rir do que acha estranho”.

E disse mais: Para mim, isso é tão violento quanto acusar um terreiro de candomblé de comercializar a fé porque quem os visita são artistas. Ou de dizer que a parada LGBTQIA+ é apenas um evento de entretenimento, quando ela é mais do que um evento com música e festa, é a defesa do legítimo direito de existir de um grupo que tem uma identidade”.

Redação Exibir Gospel