O Parlamento Europeu aprovou em 21 de janeiro de 2026, em Estrasburgo, a resolução anual sobre “direitos humanos e democracia no mundo” e, pela primeira vez, incluiu o termo “cristianofobia” no texto. O documento denuncia a perseguição a cristãos em escala global.
A resolução TA-10-2026-0014 afirma que o cristianismo é a religião mais perseguida no mundo. Segundo o texto, mais de 380 milhões de cristãos sofrem abuso ou discriminação por causa da fé.
O artigo 83 pede que o combate à cristianofobia receba os mesmos recursos institucionais destinados ao enfrentamento do antissemitismo. O Parlamento também solicita que a Comissão Europeia nomeie com urgência um coordenador específico para tratar do tema.
O texto dá destaque aos “cristãos do Oriente”. O considerando “N” cita perseguição grave, deslocamento forçado e restrições à liberdade religiosa dessas comunidades, presentes no Oriente Médio, na África e na Ásia.
A inclusão do termo foi resultado de disputa por emendas. Os grupos Partido Popular Europeu (EPP) e Conservadores e Reformistas Europeus (ECR) lideraram a articulação, com apoio de parte do Renew Europe. Parlamentares da esquerda radical e alguns Verdes demonstraram preocupação com possível hierarquia entre vítimas de intolerância religiosa.
Entre os nomes envolvidos estão Bert-Jan Ruissen, da Holanda, e Davor Stier, da Croácia. Eles trabalharam com entidades como a Ajuda à Igreja que Sofre para inserir o reconhecimento no relatório.
De acordo com o índice 2026 da ONG Portas Abertas, um em cada sete cristãos enfrenta algum tipo de perseguição no mundo. A resolução servirá de base para a política externa da União Europeia ao longo de 2026.
Agora, a expectativa é saber se a Comissão Europeia adotará as medidas sugeridas e transformará o tema em prioridade diplomática.
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