A Comissão de Educação e Cultura do Senado se reúne nesta terça-feira (3), às 10h, para analisar 14 itens, entre eles o projeto que proíbe qualquer alteração no texto da Bíblia. A proposta, regis
O pastor Silas Malafaia organizou neste domingo (1º) um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, que pediu a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro e o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do STF. A manifestação também teve críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo e a ONG More in Common, o público foi estimado em 20,4 mil pessoas. Para a organização do ato, no entanto, a USP costuma divulgar números abaixo do total presente nas manifestações.
O encontro ocorreu na altura do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e reuniu lideranças políticas. Estiveram no local o senador Flávio Bolsonaro, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o deputado Nikolas Ferreira.
trada como PL 4.606/2019, impede adaptação, supressão ou acréscimo nos capítulos e versículos. A votação ocorre no Senado, em Brasília.
O texto é de autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA). Segundo ele, a intenção é “manter a inviolabilidade de seus capítulos e versículos e garantir a pregação do seu conteúdo em todo o território nacional”. A relatora, senadora Dra. Eudócia (PL-AL), apresentou parecer favorável.
Em seu relatório, a senadora afirma que a proposta demonstra compromisso com a proteção da Bíblia, considerada base da fé cristã por milhões de brasileiros. Ela rejeitou emenda do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), que previa o reconhecimento de versões canônicas adotadas por diferentes confissões religiosas.
Para a relatora, a sugestão poderia deixar o texto bíblico “suscetível a concepções ideológicas e doutrinárias de tradições religiosas não dedicadas à interpretação dos referenciais simbólicos cristãos”. Apesar disso, ela apresentou uma emenda de redação para assegurar a liberdade de tradução a partir de manuscritos reconhecidos pelas igrejas cristãs.
A emenda também garante a liberdade de interpretação e a produção de versões comentadas, infantis, acadêmicas ou artísticas. O tema gerou debate no meio religioso ao longo de 2025, em audiências públicas realizadas pela comissão.
Em outubro, teólogos alertaram que a proposta pode trazer impactos acadêmicos e legais, lembrando que a interpretação dos textos bíblicos mudou ao longo da história. Já em dezembro, pastores defenderam o projeto como forma de proteger o texto sagrado e afirmaram que cristãos, católicos e evangélicos, representam a maioria da população brasileira.
Portal Exibir Gospel