Nesta semana, 22 pessoas foram presas durante um protesto liderado pelo ativista anti-islâmico Jake Lang em Dearborn, Michigan (EUA). A manifestação reacendeu o debate sobre religião, identidade e influência política no país, em meio ao crescimento da participação de muçulmanos na vida pública americana.
Segundo o New York Post, Dearborn tem sido palco de protestos anti-islâmicos motivados por preocupações de grupos que apontam uma suposta influência crescente da lei islâmica (Sharia) na cidade. Dados do censo indicam que entre 40% e 55% da população local é muçulmana.
Após os protestos, o pastor Lorenzo Sewell criticou o conselho municipal de Dearborn e afirmou que a cidade estaria sob a influência da Sharia.
“América, nós perdemos esta cidade”, declarou. “Esta é uma cidade que não está mais sob as leis americanas; estamos sob a lei da Sharia. Não a teremos mais.”
O pastor também cobrou uma posição pública dos vereadores sobre o tema.
“Quero que vocês me provem que não estamos sob a lei da Sharia”, disse ele ao conselho.
Em outro momento do discurso, Sewell afirmou que os Estados Unidos são uma nação cristã.
“Vocês representam apenas 1% desta nação”, disse Sewell. “Não somos uma nação de muçulmanos.”
Ele encerrou sua fala com novas críticas à situação da cidade. “Já chega”, afirmou.
Portal Exibir Gospel