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16/09/2026

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Pastor de Igreja Presbiteriana de Pinheiros é afastado após acusação de assédio

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O reverendo Arival Dias Casimiro, pastor da Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP), na zona oeste de São Paulo, pediu licença de suas funções no último sábado, dia 12. A decisão veio após ele ser acusado de assédio e abuso espiritual por uma ex-funcionária da igreja.

O afastamento foi combinado entre o pastor e o Conselho da igreja. A denúncia havia gerado um processo judicial, encerrado por meio de acordo homologado pela Justiça.

Pelo acordo, Arival deve pagar R$ 106.347,92 em parcela única à ex-funcionária, além de R$ 21.269,58 em honorários advocatícios. A Junta Missionária de Pinheiros (JMP), ligada à igreja, foi ressarcida pelo próprio pastor.

A ex-funcionária trabalhava na JMP quando os episódios ocorreram. Segundo ela, mesmo sem atuar diretamente com Arival, passou a ser procurada com frequência por ele no ambiente de trabalho, com abraços e comentários sobre sua aparência.

Ela relata que o pastor sugeria, mais de uma vez, que ela usasse maquiagem e roupas mais curtas. Também afirma que ele chegou a dizer, na frente de colegas, que ainda se casaria com ela.

Entre 2022 e 2024, as mensagens trocadas por WhatsApp teriam saído do campo profissional. Em uma delas, Arival escreveu que a funcionária “mexia” com ele e propôs encontros fora da igreja para falar sobre seus sentimentos.

Diante disso, a funcionária pediu que as mensagens parassem e, dias depois, solicitou seu desligamento da JMP. Mesmo fora do trabalho, ela seguiu frequentando cultos em que Arival não pregava.

Segundo o relato, o pastor continuou a abordá-la dentro da igreja. Com o tempo, ela deixou de participar dos cultos e também do ministério infantil.

O caso chegou à administração da igreja, e uma reunião foi marcada no gabinete pastoral. Nesse encontro, Arival teria pedido perdão e afirmado que havia “caído num laço do inimigo”.

A ex-funcionária manteve a decisão de sair da JMP, e a demissão foi feita sem justa causa. O caso também foi analisado pelo Presbitério de Pinheiros, que aplicou uma medida disciplinar ao pastor — sem detalhar qual.

Em nota, a IPP disse que as duas partes reconheceram que algumas mensagens foram “inoportunas, inadequadas e infelizes”. A igreja afirmou ainda que Arival pediu perdão pessoalmente à ex-funcionária, na presença de responsáveis pelo processo interno.

A instituição explicou que o caso não havia sido divulgado antes por causa da “natureza velada da denúncia” e disse acompanhar o pastor, cuja família estaria “entristecida” com a situação.

A defesa da ex-funcionária afirmou que o acordo não inclui qualquer negação do assédio por parte dela. Segundo os advogados, mesmo depois do fim do processo judicial, ela continuou afirmando a existência de assédio no processo eclesiástico.

Portal Exibir Gospel

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