Entre os dias 9 e 17 de agosto, o grupo extremista Forças Democráticas Aliadas (ADF), ligado ao Estado Islâmico, realizou uma série de ataques brutais contra comunidades na província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo. Os ataques deixaram pelo menos 52 civis mortos, incluindo oito mulheres e duas crianças, segundo dados da Missão da ONU no país (MONUSCO). O país ocupa a 35ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025, documento editado anualmente pela Portas Abertas, que classifica os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos.A ofensiva começou em 9 de agosto, com a emboscada e incêndio de um veículo entre Butembo e Bunia. Os passageiros seguem desaparecidos. Nos dias seguintes, as ADF atacaram diversas localidades: 14 de agosto: três pessoas mortas em Mayi-Moya, a 40 km de Beni. 14 e 15 de agosto: 32 civis assassinados em Melia, incluindo mulheres e crianças; outras dez pessoas foram mortas em um vilarejo vizinho. 16 de agosto: quatro mortos em Mulango, Banjiji e Busio; casas incendiadas e saques registrados. 17 de agosto: pelo menos nove mortos em Oicha, incluindo um soldado. Casas e motocicletas foram queimadas. Os ataques ocorrem semanas após o massacre de cerca de 43 cristãos durante uma vigília de oração em Komanda, em julho. Milhares de pessoas fugiram dos territórios de Beni e Lubero, buscando refúgio em Njiapanda e Mangurujipa, onde enfrentam condições humanitárias precárias. Segundo o porta-voz do exército congolês, tenente Elongo Kyondwa Marc, os ataques seriam uma retaliação das ADF após derrotas sofridas pelas forças armadas. Fontes locais indicam que cristãos continuam sendo alvos preferenciais do grupo, que impõe uma interpretação radical do islã. “É inaceitável que esses ataques contra civis continuem impunes. A Portas Abertas condena fortemente esses atos contínuos de violência. Conclamamos a comunidade cristã internacional a permanecer em oração pelo fim da violência e para que o governo, em todos os níveis, enfrente diligentemente e com transparência a violência e seus efeitos. Orem pelos cristãos no território de Lubero, enquanto buscamos oferecer assistência física e espiritual às famílias afetadas”, disse Jo Newhouse (pseudônimo), porta-voz da Portas Abertas na África Subsaariana. Desperta África: pelo fim da violência e início da curaA Portas Abertas mantém a campanha global Desperta África, que tem o objetivo de apoiar os cristãos na região mais mortal para os seguidores de Jesus: a África Subsaariana. A igreja subsaariana resiste apesar da violência, mas precisa da atenção e do apoio de cristãos ao redor do mundo para se manter fiel até a vinda de Cristo. Desperta África foi o tema do Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2024, mas a missão de apoiar cristãos africanos precisa continuar. Desperte-se pelo fim da violência contra igrejas e início da cura dos cristãos na África Subsaariana. Erga sua voz pelos cristãos na África Subsaariana agora Entre as ações do Desperta África, há uma petição convocando a comunidade global para assegurar que cristãos e outros indivíduos vulneráveis na África Subsaariana sejam tratados com dignidade e respeito por meio de proteção, justiça e restauração.Em poucos minutos, você assina a petição global e apoia a Portas Abertas para levar o documento a autoridades que têm poder de nos ajudar na luta contra a violência na África Subsaariana. Faça parte da mudança. Assine já! *A história da FotoQuando uma igreja evangélica no leste da República Democrática do Congo foi bombardeada no início do ano passado, seus membros, que já haviam enfrentado imensas adversidades, ficaram devastados. Hoje, a mesma comunidade evangélica em Kasindi é a prova de que, embora o fato de ser seguidor de Jesus não signifique ausência de sofrimento e perseguição, sempre há um motivo para se alegrar em Deus. Este ano, de 12 a 14 de janeiro, a igreja organizou atividades no mesmo local onde ocorreu o devastador ataque para celebrar e dar continuidade ao que Jesus ordenou a seus seguidores. |