Na última segunda-feira (17), o arcebispo de Catânia, Luigi Renna, beijou o crânio de Santa Águeda durante uma celebração religiosa em Catânia, na Itália. O momento foi gravado e passou a circular nas redes sociais, gerando debates entre internautas.
Nas imagens, o religioso aparece usando luvas enquanto segura a relíquia diante de uma multidão de fiéis. Em seguida, o crânio é colocado dentro de um busto que representa a santa, e Renna se aproxima para beijá-lo. Depois, o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, fechou e coroou o busto durante a missa que presidiu na cidade.
A cerimônia fez parte das comemorações pelos 900 anos do retorno das relíquias de Santa Águeda a Catânia. Segundo a tradição católica, os restos mortais da santa foram levados para Constantinopla pelos bizantinos no século 11 e devolvidos à Sicília em 17 de agosto de 1126.
A data foi lembrada com uma série de eventos religiosos, incluindo uma procissão de 7,5 quilômetros. O crânio da santa, que viveu no século 3, é uma das relíquias preservadas na catedral dedicada a ela.
Em mensagem enviada a Parolin, o papa Leão XIV afirmou que, no martírio de Santa Águeda, os cristãos contemplam “a vitória da graça sobre a violência, da fé sobre o medo e da caridade sobre a morte”.
De acordo com a tradição cristã, Águeda nasceu em uma família nobre na Sicília e dedicou sua vida à fé. Durante a perseguição aos cristãos promovida pelo imperador romano Décio, ela foi presa e torturada por se recusar a abandonar o cristianismo.
A Igreja Católica relata que a jovem sofreu diversas agressões antes de morrer, em 251. Por causa de sua história, ela é considerada padroeira de Catânia e protetora das mulheres com doenças nos seios.
Um dos relatos associados à santa envolve uma erupção do vulcão Etna. Segundo a tradição, moradores levaram um véu pertencente a Águeda até a lava, que teria parado de avançar em direção à cidade.
Assista:
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