A Câmara Municipal de Curitiba aprovou nesta quarta-feira (26), por 24 votos a favor, 1 contrário e 1 abstenção, o projeto que inclui a Semana do Avivamento no calendário oficial da cidade. A proposta, de autoria do vereador Guilherme Kilter (Novo), passou em primeiro turno.
A sessão foi acompanhada por pastores de diferentes denominações: Lucas Zub Dutra (Primeira Igreja Batista de Curitiba), Thiago Borges (Comunidade Cristã de Curitiba), Ben-Hur Novais (Primeira Igreja Quadrangular de Curitiba), Henrich Scheroki (SDA Outreach), Romulo Corrêa (Igreja Batista Bom Retiro), Daniel Oliveira (Igreja Nova Aliança), Thiago Pinheiro (IEQ Campina Grande do Sul) e Tiago Ferreira (Igreja Batista Shalon).
O projeto estabelece que o evento ocorra anualmente na terceira semana de julho. Kilter afirmou que a medida apenas formaliza uma prática já consolidada e garante preferência para a programação no período.
Segundo o vereador, a Semana do Avivamento começou após cinco pastores de Curitiba participarem de um encontro internacional na Malásia, em 2011. A iniciativa cresceu e, em 2024, já estava presente em 86 cidades de seis países, alcançando mais de 200 mil pessoas.
Durante a discussão, Kilter destacou que o movimento tem efeitos sociais e econômicos, citando ações com dependentes químicos e o impacto positivo na rede hoteleira, transporte e comércio. Ele reforçou que o evento é financiado por doações e não usa recursos públicos.
Parlamentares como Carlise Kwiatkowski (PL), Indiara Barbosa (Novo) e Jasson Goulart (Republicanos) elogiaram o trabalho das igrejas. Já Vanda de Assis (PT) votou contra, afirmando que o Estado é laico. Kilter respondeu que o texto não obriga o Município a apoiar práticas religiosas.
O projeto volta à pauta na próxima segunda-feira (1º) para a votação em segundo turno. Se aprovado novamente, seguirá para sanção do Executivo.
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