Na última quinta-feira (13), a Igreja Universal do Reino de Deus lançou o Desafio de Neemias, uma campanha de 52 dias voltada para a defesa da fé cristã, a restauração de valores e a proteção das famílias. Desde então, setores da esquerda passaram a criticar a iniciativa nas redes sociais e em publicações ligadas ao campo político.
A campanha faz referência ao personagem bíblico Neemias, responsável por liderar a reconstrução dos muros de Jerusalém. Segundo o relato bíblico, a obra foi concluída em 52 dias, mesmo período adotado pela igreja para o desafio espiritual.
A reportagem da Exibir Gospel acompanhou os vídeos divulgados nos primeiros dias da campanha e não identificou pedidos de votos ou orientações eleitorais. O conteúdo tem sido focado em temas ligados à fé cristã, à liberdade religiosa e à participação dos fiéis em desafios diários.
Entre os materiais exibidos estão vídeos de figuras da esquerda comentando sobre os evangélicos. Um deles mostra o ex-deputado José Genoíno fazendo declarações consideradas pejorativas contra esse segmento religioso durante entrevista a um blog político.
Um dos mobilizadores da campanha é o bispo Alessandro Paschoall, responsável pelo projeto Arimateia, que trata de conscientização política. Em um dos vídeos, ele relembra o período da pandemia e afirma: “vale a pena a gente aqui lembrar o que vivemos na pandemia”.
Ao comentar o fechamento dos templos naquele período, Paschoall afirmou que as igrejas permaneceram fechadas “no momento em que as pessoas mais necessitavam que estivessem abertos”, classificando a situação como um “direito violado” que não pode se repetir.
Para participar do Desafio de Neemias, os fiéis precisam se cadastrar em um aplicativo. A cada meta cumprida, o participante conquista uma “pedra” para a construção simbólica de uma “muralha espiritual”. O encerramento da campanha está previsto para 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições.
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