A pastora Junia Hayashi, da Zion Church, criticou o filme brasileiro “Virtuosas”, lançado nos cinemas em 24 de setembro de 2026. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela contestou a forma como a produção retrata valores cristãos ligados à feminilidade e apresentou sua interpretação bíblica sobre o que significa ser uma mulher virtuosa.
“Eu sei que ele é uma palhaçada, mas esse aqui não é um vídeo react. React você já tem bastante por aí. Eu vou ensinar para você o que que é uma mulher virtuosa, porque claramente eles não sabem”, declarou a pastora no início da gravação.
Dirigido por Cíntia Domit Bittar, o longa mistura terror social e humor ácido para satirizar o conservadorismo e o movimento tradwife, associado à valorização do papel tradicional da esposa. Na trama, mulheres participam de uma imersão de luxo que, com o avanço do confinamento, assume um clima opressivo.
Para Junia, a produção apresenta uma visão distorcida da mulher virtuosa descrita na Bíblia. Segundo ela, a personagem satirizada é retratada como alguém cansada, revoltada e sem autonomia, enquanto Provérbios 31 apresenta uma mulher trabalhadora, sábia, empreendedora e capaz de tomar decisões.
A pastora também afirmou que a identidade feminina não deve ser definida pelo casamento, pelos filhos, pela aparência ou pela carreira. “A identidade dela, como muitas acham, não começa no marido. Ela não começa nos filhos, na aparência, na carreira, nos meus direitos, aquilo que eu quero, as minhas opiniões. Não começa em Deus. Por isso que ela é virtuosa, porque toda virtude vem de Deus, não dela mesmo”, ensina.
Ao abordar a relação entre força e feminilidade, Junia argumentou que a visão bíblica não exige que a mulher seja fraca ou passiva. Para ela, a questão central é como essa força é conduzida.
“A feminilidade bíblica nunca exigiu que a mulher diminuísse a sua força. Ela ensina que essa mulher deve colocar a sua força debaixo do governo de Deus. Então, uma mulher forte de verdade é uma mulher que submete a sua força pro governo de Deus”, afirmou.
A religiosa também criticou o que considera uma tendência cultural de associar força à competição e à necessidade de provar o próprio valor. Em sua avaliação, a mulher que encontra propósito na fé não precisa enfrentar todas as situações sozinha, pois confia que Deus defende sua causa.
Durante o vídeo, Junia classificou a produção como uma “sátira burra” e aconselhou as mulheres cristãs a não se deixarem levar pela revolta diante da representação apresentada no filme. Em vez disso, defendeu que mantenham o foco no propósito que, segundo sua interpretação, Deus estabeleceu para suas vidas.
Assista:
https://www.youtube.com/watch?v=DislVF98xkE
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