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27/01/2026

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Quando o Egito se torna a Terra Prometida

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Por Cristiane Marcil, Pastora, Terapeuta de mulheres e autora Best Seller

Você conhece alguém do Brasil que voluntariamente escolheu “se aposentar” na neve, em menos tantos graus, mais claramente a exótica terra de Fargo, Dakota do Norte?

Se não… oi. Oi. Eu sou Cristiane Marcil, prazer. Cinco anos atrás, depois de 15 invernos em Dakota do Norte, finalmente usei meus 23 anos como psicóloga clínica para convencer meu amado marido a mudar nossa família para a ensolarada, úmida e cheia de crocodilos Flórida. Eu tinha desistido do inverno. DESISTIDO. Pronta para deixar meu Egito pessoal e caminhar rumo à minha terra prometida tropical – pelo menos eu achava isso.

Ainda me lembro de arrumar as malas em agosto de 2020, sonhando com palmeiras e uma umidade que derrete suas sobrancelhas, quando meu marido casualmente disse: “Tem esse negócio de Covid… pode fechar o país inteiro… talvez seja melhor a gente ficar.”

Fiquei furiosa. Primeiro, achei que ele estava fazendo gaslighting comigo. E então me lembrei: aquele homem carrega o SMG1 — o Gene da Teimosia do Meio-Oeste.

Depois de 20 anos de casamento, não preciso de Harvard para confirmar minha teoria. Basta pedir para qualquer torcedor do Vikings trocar de time. Eles não vão. Não porque não queiram um time melhor — mas porque o SMG1 lhes dá uma resistência sobrenatural à dor, à decepção e a temperaturas que matariam um pássaro tropical em três segundos.

Sinceramente… o SMG1 talvez seja o motivo de os casamentos no Meio-Oeste durarem. É a cola do matrimônio. Santa teimosia.

Então, solteiras, escutem sua amiga aqui: arranjem um torcedor teimoso do Vikings do Meio-Oeste. Se ele é fiel a esse time, será fiel a você!

Agora… falando em lealdade: por que uma mulher que escapou dos invernos de Fargo voltaria exatamente para o lugar que jurou nunca mais pisar?

Vou tentar resumir uma história muito longa…

Alguns de vocês se lembram de mim como Cris Linnares — a psicóloga brasileira que ensinava Diva Dance Therapy e levantava a bandeira da independência e do empoderamento feminino. Pois é… a vida tem suas surpresas.

Cinco anos depois, aqui estou eu de volta a Fargo como pastora ordenada — e agora carregando meu sobrenome de casada. Eu sei — ainda estou processando isso. Só a graça louca de Deus pode explicar!

A mulher que antes corria atrás da independência agora descansa em total dependência de Deus; e, em vez de focar no autoempoderamento, abraço minha fraqueza — porque é ali que sinto Sua força me sustentando.

Depois da minha ordenação este ano, algo mudou. Palmeiras já não enchiam mais meu coração. As praias continuavam lindas… mas vazias.

Então, durante uma conferência, um pastor me perguntou: “Agora que você é ordenada, que cidade Deus colocou no seu coração para amar e servir?”

Em vez de ver meu CEP da Flórida… eu vi Fargo… vi minhas amigas com pumpkin lattes, botas fofas e calças de pijama em vez de saltos altos e vestidos de praia. Vi a mulher na Macy’s que transformou um “Onde fica a seção de vestidos?” em 20 minutos falando sobre o casamento da filha, o clima daquele dia e, de alguma forma… a receita da sua caçarola.

Aquele calor humano… aquela humanidade… aquele senso de comunidade — eu sentia falta disso.

Mas então me lembrei dos invernos e imediatamente pensei: “Arreda, Satanás. Não vou voltar.”

Mas Deus continuou sussurrando.

Então decidi jejuar e orar por três dias. No terceiro dia, a resposta veio — clara como a luz do sol na neve: “Volte para casa. Volte para Fargo.”

Liguei para meu marido e, em menos de dois segundos, o Gene da Teimosia do Meio-Oeste dele se tornou recessivo e o “Minnesota Nice” assumiu.

“Amém”, ele disse. “Vamos fazer isso.”

E aqui estamos — de volta ao lugar que um dia jurei que nunca retornaria.

Não sei se você acredita em Deus ou se é ateu como eu já fui, mas nunca imaginei que meu Egito poderia um dia se tornar uma terra prometida.

O que eu sei é que, quando entreguei minha vida a Deus, entreguei também todo o meu coração — e nesse processo aprendi que lar não é apenas onde está o nosso coração, mas onde o coração de Deus nos envia para servir e amar.

E, numa linda reviravolta, Ele colocou meu coração brasileiro exatamente de volta aqui, em Fargo, Dakota do Norte.

…e realmente não existe lugar como o nosso lar!