O senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou nesta quinta-feira (19), em Brasília, que continuará destinando recursos à Fundação Oasis e negou irregularidades no envio de R$ 3,6 milhões por meio de emendas Pix.
A declaração ocorre após o ministro Flávio Dino, do STF, determinar que o senador e o Senado prestem esclarecimentos em até cinco dias úteis sobre os repasses.
Viana disse que o dinheiro não foi enviado diretamente à instituição. Segundo ele, os valores foram transferidos às prefeituras, que analisaram os projetos e fizeram os repasses conforme as regras. “A igreja não recebeu um tostão diretamente”, afirmou.
O senador também destacou que a fundação realiza trabalho social, com ações voltadas à recuperação de pessoas em situação de rua e dependentes químicos. Ele declarou que continuará apoiando iniciativas desse tipo por meio de emendas parlamentares.
Em nota, Viana afirmou que suas ações seguem a lei e sugeriu que o questionamento pode ter relação com sua atuação à frente da CPMI do INSS. Segundo ele, a comissão tem avançado em investigações que “incomodam”.
A solicitação ao STF partiu dos deputados Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Rogério Correia (PT-MG), que pediram apuração sobre a destinação dos recursos.
Viana afirmou que responderá dentro do prazo e reforçou que foi eleito pelo voto popular. “A prestação de contas é permanente e será feita como determina a lei”, declarou.
As chamadas emendas Pix são transferências diretas de recursos federais para estados e municípios, indicadas por parlamentares, sem necessidade de convênio prévio.
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