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16/06/2026

Entretenimento

Copa 2026: 14 seleções representam países onde cristãos enfrentam pressão e violência

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A Copa do Mundo 2026 começou nesta semana reunindo 48 seleções e bilhões de espectadores ao redor do planeta. Em meio à festa do futebol, a organização Portas Abertas chama atenção para outra realidade: 14 dos países classificados estão na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2026, que aponta os locais mais difíceis para ser cristão.

Segundo a entidade, milhões de cristãos nesses países convivem com vigilância, discriminação, restrições religiosas e, em alguns casos, violência por causa da fé. A perseguição pode partir de governos, grupos extremistas, organizações criminosas ou da própria pressão social.

A Portas Abertas destaca que a participação dessas seleções no torneio oferece uma oportunidade para lembrar das comunidades cristãs que vivem nesses contextos. “Por trás das bandeiras e dos times, existem milhões de cristãos que enfrentam pressão e discriminação por sua fé”, afirma a organização.

De acordo com a entidade, nem todos os cidadãos desses países participam da perseguição. Ainda assim, muitos seguidores de Jesus enfrentam dificuldades para frequentar cultos, compartilhar a fé ou até mesmo se identificar como cristãos.

Além de acompanhar os jogos, a organização incentiva os torcedores a intercederem pela Igreja Perseguida. Para isso, lançou uma tabela especial da Copa do Mundo 2026 que identifica as seleções participantes presentes na Lista Mundial da Perseguição.

A Portas Abertas também esclarece que torcer por essas seleções não representa apoio à perseguição religiosa. “A Copa é um momento de celebração esportiva. O chamado aqui é para orar pelos cristãos que vivem nesses contextos”, explica.

Como vivem os cristãos nos 14 países da Lista Mundial da Perseguição presentes na Copa 2026

Arábia Saudita (13º na LMP 2026)

Não existem igrejas públicas. Cristãos convertidos do islamismo costumam esconder a fé para evitar rejeição familiar e punições.

Argélia (20º na LMP 2026)

Igrejas protestantes enfrentam pressão estatal, com fechamento de templos e suspensão de cultos.

Catar (44º na LMP 2026)

Cristãos estrangeiros possuem certa liberdade, mas cidadãos que abandonam o islamismo enfrentam riscos legais e familiares.

Colômbia (47º na LMP 2026)

Líderes cristãos sofrem ameaças em áreas dominadas por grupos criminosos. Convertidos indígenas também enfrentam rejeição.

Egito (42º na LMP 2026)

Cristãos podem ser alvo de discriminação e ataques locais, especialmente aqueles que deixaram o islamismo.

Irã (10º na LMP 2026)

Igrejas domésticas são alvo de operações das autoridades. Líderes cristãos frequentemente enfrentam prisões.

Iraque (18º na LMP 2026)

A comunidade cristã ainda lida com as consequências de conflitos recentes e ameaças de grupos extremistas.

Jordânia (49º na LMP 2026)

Cristãos de origem muçulmana enfrentam pressão familiar e dificuldades para expressar a fé publicamente.

Marrocos (23º na LMP 2026)

A conversão ao cristianismo pode gerar exclusão social, e a evangelização pode resultar em punições.

México (30º na LMP 2026)

Em regiões controladas por cartéis ou marcadas por tradições locais, cristãos podem sofrer perseguição ao denunciar injustiças.

República Democrática do Congo (29º na LMP 2026)

Grupos extremistas promovem ataques contra comunidades cristãs, destruindo igrejas e deslocando famílias.

Tunísia (31º na LMP 2026)

Cristãos convertidos do islamismo vivem sob monitoramento e frequentemente praticam a fé em segredo.

Turquia (41º na LMP 2026)

A pressão cultural e social leva muitos cristãos convertidos a esconderem suas crenças.

Uzbequistão (25º na LMP 2026)

O governo mantém rígido controle sobre atividades religiosas, com vigilância constante sobre igrejas e cristãos.

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