Os dados do Censo 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na segunda-feira (31) mostram que o número de ateus no Brasil chegou a 1,7 milhão. O grupo representa 1% da população com 10 anos ou mais e triplicou em relação a 2010.
O levantamento também identificou 881 mil agnósticos, o equivalente a 0,5% dos brasileiros. Esse grupo reúne pessoas que consideram não ser possível comprovar se Deus ou forças sobrenaturais existem.
Somados, ateus e agnósticos chegam a cerca de 2,6 milhões de pessoas. Já o conjunto dos brasileiros que declararam não ter religião reúne 16,4 milhões, incluindo pessoas que não necessariamente negam a existência de Deus, mas não seguem uma religião.
O IBGE também identificou 276 mil pessoas que se declararam espiritualizadas, sem vínculo com uma religião específica. Outras 167 mil disseram seguir tradições esotéricas.
Entre as religiões de matriz africana, a umbanda aparece com 1,4 milhão de adeptos, ou 0,8% da população. O candomblé reúne 448,5 mil pessoas, equivalente a 0,3%. Os dois grupos triplicaram sua participação desde o Censo anterior.
O número de espíritas chegou a 3,2 milhões, ou 1,8% da população. Em 2010, eles representavam 2,2% dos brasileiros, indicando uma redução proporcional no período.
O Censo também registrou 197 mil budistas, 100 mil judeus, 41,2 mil muçulmanos e 6,7 mil hindus. Os seguidores de religiões ligadas à ayahuasca, como o Santo Daime, somam cerca de 14 mil pessoas.
Outro dado identificado pelo IBGE é o de 132 mil brasileiros com “múltiplo pertencimento”, que declararam seguir duas ou mais crenças ao mesmo tempo. O grupo representa menos de 0,1% da população.
Entre os cristãos, que formam a maior parcela religiosa do país, estão católicos, evangélicos e outras denominações. Juntos, eles correspondem a 86,9% da população com 10 anos ou mais.
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