A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), vinculada ao Ministério da Educação, recebeu na quinta-feira (15) uma sessão especial do filme “Virtuosas”, seguida de um debate sobre religião, feminilidade e conservadorismo no Brasil. A atividade ocorreu no Cinema da Fundação, na sala Museu, no bairro de Casa Forte, no Recife (PE).
Dirigido por Cíntia Domit Bittar, o longa usa terror social e humor ácido para satirizar modelos conservadores de feminilidade e a ideia da mulher cristã ideal. A trama acompanha mulheres religiosas selecionadas para um retiro conduzido por uma coach, que transforma a experiência em uma jornada perigosa.
O evento foi organizado em conjunto pelo Laboratório de Estudos de Religião e Política (Laberp), ligado à Fundaj e à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), pelo Fórum de Mulheres Cristãs de Pernambuco, pelo Vozes de Maria, pela Diaconia e pelo Fórum de Mulheres de Pernambuco.
A discussão abordou o uso político da religião e da família, a influência de modelos conservadores sobre as mulheres e as diferentes formas de participação política dentro e fora das comunidades religiosas.
Participaram do debate Rayane Lins, mestranda em Políticas Públicas e Desenvolvimento pela UFRPE e pela Fundaj; Kezzia Silva, teóloga e pedagoga; e Valdenice Raimundo, doutora em Serviço Social. A mediação ficou a cargo de Maria Eduarda Antonino, doutora em Sociologia pela UFPE e pesquisadora do Laberp.
Segundo a proposta divulgada, a sessão buscou aproximar cinema, pesquisa acadêmica e atuação política, promovendo uma conversa sobre as experiências de mulheres e organizações que atuam em Pernambuco.
Criada em 1949, a Fundação Joaquim Nabuco tem como uma de suas finalidades desenvolver estudos e pesquisas nas ciências sociais, com atenção às regiões Norte e Nordeste do Brasil.
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