O pastor Silas Malafaia criticou nesta quarta-feira (28), por meio de uma mensagem enviada a aliados pelo WhatsApp, os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. A reação ocorreu após Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição presidencial, deixar o Brasil e divulgar uma carta com declarações sobre o resultado eleitoral.
“Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu Malafaia, segundo mensagem obtida pela equipe da coluna que divulgou o caso.
Na mesma mensagem, o pastor também criticou a condução política do grupo e mencionou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Trump já tirou o apoio. Deixei ele vir para a América, mas não me meto nessa questão. Um bando de amadores babacas”, declarou ele ao jornal O Globo.
Carta de Flávio Bolsonaro
Antes de alterar o documento, Flávio se declarou presidente eleito, acusou instituições brasileiras e agradeceu aos governos dos Estados Unidos e da Argentina pelo apoio à sua saída do país.
Posteriormente, ele mudou o texto e passou a se apresentar como “líder do Brasil”.
Na carta, o político afirmou que continuará atuando na vida pública e prometeu divulgar estratégias para mobilizar seus apoiadores. Também disse que pretende organizar ações contra o governo federal por meios que considera pacíficos e legítimos.
“Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre. E esse dia vai chegar”, escreveu.
Situação no exterior
Segundo as informações divulgadas, a Polícia Federal não trata a saída de Flávio do Brasil como fuga, pois não há pedido de prisão contra ele.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), porém, havia determinado que o político entregasse seus passaportes. A ordem foi emitida sete minutos após a divulgação do resultado eleitoral.
A saída do país e as declarações de Flávio sobre o processo eleitoral motivaram a reação de Malafaia, que classificou os filhos de Bolsonaro como inexperientes na condução política.
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